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Sobre arte e química

14 de fevereiro de 2015

Sou bem chegada em um museu. Posso passar horas dentro de um, feliz da vida. Se tiver de escolher entre uma loja e um museu, o segundo vai ganhar de goleada.

Sempre gostei de arte, em todas as suas expressões, embora não seja uma especialista no tema. Não vou conseguir dar muitas explicações sobre os motivos pelos quais gosto (ou não gosto) de determinada obra ou artista. Para mim, a arte funciona como o amor. Ou tem química, ou não. Difícil explicar, porque para mim é uma questão de sentimentos e sensações, e estes eu não consigo explicar, apenas sinto.

O Picasso foi o primeiro grande artista que eu vi “ao vivo”, meio como um primeiro namorado, por quem a gente se apaixona mais por vontade de amar do que por outra coisa. O ano era 2004, a exposição foi em SP, na Oca, e eu fiquei deslumbrada por ver obras daquele gênio. Ele vai estar para sempre entre meus favoritos por ter sido minha primeira vez. 😊

O tempo passa, a vida anda, e um dia me vi na Tate Modern, em Londres. Algumas obras (Miró e Dalí) são um pouco como aqueles bad boys com quem a gente sempre acaba se envolvendo na vida: misteriosos, um pouco assustadores, mas fascinantes. Algumas são como aquelas pessoas que não nos despertam nada além de indiferença. Outras, pelo contrário, despertam sentimentos fortes de repulsa. Não dizem que a arte imita a vida? Pois é. Estes não serão nomeados por razões óbvias.

Ah, os intelectuais. Aqueles que nos seduzem pela inteligência, pelo que nos ensinam. Quem nunca? Cezanne é assim para mim. A culpa é do Hemingway, mas esta é uma história (e arte).

E os belos? Aqueles de formas tão perfeitas que nos fazem perder a respiração diante de tanta perfeição? Rodin, Michelângelo, Canova, Bernini e suas esculturas fazem isso comigo.

A fila continuou andando e, um belo dia, em outros museus da vida, acabei esbarrando em Monet e Van Gogh. Amor à primeira vista. Se as obras fossem pessoas, seriam aquelas que a gente quer encher de beijos, e que fazem o coração dar um salto no peito a cada vez que os olhares se cruzarem.

Sem razão, apenas emoção. Na arte, assim como no amor, se não rola química, pode esquecer o assunto.

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From → Proseando

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