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Memória afetiva

26 de janeiro de 2015

Que Paris é uma festa, ninguém duvida. A cidade luz é um banquete para os sentidos, em todos os sentidos. 😉

Na última viagem, matei a saudade das ruas lindas, cafés charmosos, vinhos e comida maravilhosos, museus impressionantes, monumentos de tirar o fôlego. Alimentei o corpo e a alma e, confesso, pequei um “tantinho” nas compras (meu cartão que o diga, rs). 😊

Entre as estripulias, comprei um produto de beleza que eu vinha namorando faz tempo, o tal do óleo Nuxe. Veja bem, a intenção do post não é fazer “jabá”, mas o tal do produto não pode ser chamado de prodigioso à toa, né não? 😍

Comprei o dito cujo é cheguei em casa louca para experimentar seu prodígios no cabelo, rosto e corpo. Olha, é bem bom, viu? Tem toque seco, não meleca e deixa a pele beeeem macia. Mas o que me pegou mesmo foi p cheiro. Um cheiro gostoso, leve, doce na medida certa. Um cheiro carinhoso, por estranho que possa parecer.

Dias depois, matei a charada: era o mesmo cheiro do óleo que minha avó materna usava nos cabelos! Lembrei da vó Vitória e seu ritual diário. Ela tinha cabelos escuros e bem longos, que sempre mantinha impecáveis, sem um fio fora do lugar. Ela penteava tudo com cuidado, fazia uma longa trança e, depois, um coque. O segredo para deixar tudo do jeito que ela gostava eram algumas gotas de um óleo cheiroso. Não tenho muitas fotos dela, mas nesta dá para ver que o cabelo está arrumadinho. A menina abraçada com o cachorro sou eu. Do meu lado esquerdo, minha madrinha Maria (minha Madi), e lá atrás meu tio. ❤️

Fiquei emocionada pelas lembranças que este cheiro me trouxe. Cheiro de infância, de carinho, de amor. Cheiro de um tempo que não volta mais. Cheiro de saudade de colo de vó.

Cheiros sempre tiveram este poder para mim: despertar lembranças, reviver emoções e sensações. Uma viagem ao túnel do tempo iniciada pelo perfume de uma flor, o aroma de uma comida, um cheirinho de sabonete.

Depois do óleo, lembrei de outro cheiro que vou relacionar sempre com minha avó: chá de camomila. Camomila natural, que ela plantava no jardim e, quando madura, colhia e secava ao sol. Depois de secas, guardava nos vidros grandes e escuros de Toddy (o achocolatado favorito da família). Às vezes, quando a preguiça não me impedia, ajudava a colher as florzinhas que depois virariam chá, que ela sempre tomava com biscoitos salgados. O cheiro é a ponta do novelo das histórias passadas, mas registradas para sempre em nossa memória afetiva.

2015/01/img_8027.jpg

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From → Proseando

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