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Brincar de ser feliz

24 de outubro de 2014

Reuniões fazem parte da minha vida. Tipo, muito. Muito mesmo. Toda sexta-feira à tarde, tem uma com a minha chefe e pares para revisar a semana que passou. Reunião de trabalho “normal”, na qual falamos das entregas, problemas, conquistas etc.. No final, tem uma “sessão” que já virou a favorita de todas (sim, somos um time de mulheres): uma pergunta de natureza aleatória, para que possamos nos conhecer melhor (sim, somos um time virtual espalhado por três países).

As perguntas sempre rendem boas risadas e vão revelando um pouco mais das pessoas “por trás das profissionais”, rs. A pergunta de hoje foi “se você voltasse a ser criança, o que gostaria de ganhar de presente?”. As respostas das colegas foram muito bonitas, cada uma resgatando algo que não saiu dos corações mesmo depois de termos sido “promovidas a adultas”.

Eu confesso que demorei a responder por que estava um pouco “sem ideia”. Pensava, pensava e não conseguia me decidir por algo. Não que quando eu era criança eu não quisesse presentes — bem pelo contrário, fazia listas complexas para minha madrinha dar conta, cara de pau das maiores que já vi na vida 😊 —, mas empaquei na pergunta. Depois tive um insight. Estava difícil de escolher porque eu estava tentando achar um “algo concreto” para pedir, e a Zeila de hoje, olhando para a infância, não estava se animando muito ao pensar em um brinquedo ou nas canetinhas coloridas que, à época, me deixavam babando de vontade.

Finalmente, escolhi meu presente. Gostaria de passar um dia brincando com meus amigos, irmão e primos, como costumávamos fazer quando éramos todos crianças e nossa única preocupação era decidir a próxima brincadeira. Correr, pular, conversar, dar risada, implicar uns com os outros. Aproveitar cada minuto do dia para curtir a companhia uns dos outros. Brincar de ser feliz e ser feliz por brincar. Fazer uma pausa para um café da tarde com broa fresquinha, farofa de torresmo e cuque. Voltar a brincar até que os amigos tivessem de ir embora porque os pais vieram buscar. Terminar o dia imundo das brincadeiras com o pé na terra, na água e na grama. Ir dormir moída de cansaço e cair no sono rapidinho, sem nem desconfiar que existe no mundo uma coisa chamada insônia. Sim, seria um presente bem lindo esse.

P.s.: só depois que a reunião acabou foi que eu lembrei que um dos meus sonhos de criança era trabalhar em uma grande empresa e ter uma agenda bem cheia de reuniões. Sabe a história do “cuidado com seus sonhos porque eles podem se realizar”? Pois então…😉

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From → Proseando

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