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Minha mãe morena

12 de outubro de 2014

Nossa Senhora Aparecida é minha mãe morena. Não lembro como começou, já faz tempo, mas é a ela a quem recorro pedindo ajuda e proteção. Se não fosse mãe, ela estaria bem cansada de tanto pedido, mas mãe é mãe e ela segue firme cuidando de mim e dos meus.

Já estive em seu santuário por quatro vezes. Na primeira, era criança e a basílica ainda estava sendo construída. Dessa viagem, lembro mais das brincadeiras e picolés, da minha avó me levando para jantar e me deixando pedir Sukita e de me perder por alguns momentos nas escadarias do hotel com meu irmão, até que minha mãe nos resgatou. Não foi assim uma viagem muito espiritual. 😊

Quando voltei lá, já adulta, pude me reencontrar com a mãe morena em sua casa nova. Desde então, a emoção de voltar é a mesma. Colo de mãe que acolhe, no qual a gente pode chorar, pedir, contar, agradecer.

A concentração de energia é enorme. Muito amor, muita fé, muita gratidão. Gente de todo lugar buscando o socorro da mãe, pedindo ou agradecendo. Não é raro encontrar pessoas percorrendo de joelhos a passarela que liga a basílica nova à igreja antiga. Na sala das velas, a luz e o calor do amor iluminam o ambiente e os corações.

Na sala dos esvotos, numerosas demonstrações de gratidão pelas graças alcançadas. Fotos e objetos pessoais dão testemunho de muitas histórias de fé. Cada um tem a sua: a cura de uma doença, um filho muito desejado, a formatura, o casamento, um título de campeonato do futebol. 😉

Todos os espaços são disputados, mas o local mais procurado é a imagem da santa que foi encontrada no rio. Sempre há fila para passar na frente dela e ficar perto pelo menos alguns momentos. Sempre me emociono.

Faz 297 que aqueles três pescadores tiraram a imagem da santa do rio. Hoje, a cidade é um dos maiores centros de peregrinação cristã do mundo. São milhares de pessoas que lotam a basílica gigante em todas as missas e disputam espaço nas ruas. Gente de toda cor, doutor e agricultor, professora e dona de casa, tem espaço para todo mundo. Tem a parte do comércio que se espalha por todo o lado e deixa o ambiente nas proximidades da basílica um tanto bagunçado. Dependendo do dia/horário, filas (para comer, para o mirante, para o museu, para ver a imagem) são inevitáveis. Por outro lado, o santuário tem uma infraestrutura bem boa para atender os peregrinos.

De todo jeito, eu acho que a visita vale muito a pena pela energia tão boa e forte que lá se encontra. Eu sempre me emociono e volto com as baterias recarregadas. Afinal, amor de mãe é uma das coisas mais poderosas deste mundo. 🙏

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From → Proseando, Viajando

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