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Em obras

26 de maio de 2014

Obras e reformas em geral são conhecidas pelos transtornos que causam. Depois de prontas, no entanto, ficamos tão felizes com o resultado (e benefícios) que nem lembramos do tanto que reclamamos durante.

Assim é com ruas e casas, assim é com a vida. Às vezes, precisamos colocar tudo abaixo para criar algo diferente. Das ruínas, surge o novo. Incomoda, dói, irrita. É por isso que, não raro, protelamos nossas reformas por muito tempo.

O cômodo antigo não comporta o novo estilo de vida. A alma não comporta o novo eu. A rua tem buracos, a mente está engarrafada. É preciso quebrar paredes (e paradigmas) para ampliar espaço (e consciência). É preciso criar uma nova base que suporte sua felicidade.

A gente não gosta do pó, do entulho, dos desvios. Não gosta de mexer em feridas antigas, nem de tirar os esqueletos do armário. Não gosta de sair do caminho (e da velocidade) rotineiros para chegar ao destino. Resmunga, reclama, protesta, esperneia.

Mas não tem jeito. Chega um momento na vida em que isso é inevitável. É preciso enfrentar o caos para criar uma nova (e melhor) realidade. É preciso pagar para ver. O resultado vale a pena. Bom demais a casa ampla e arejada, aconchegante. Bom demais a rua bem iluminada e sem buracos.

Desculpe os transtornos. Estamos em obras para melhor atendê-lo. 😉

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From → Proseando

2 Comentários
  1. I love your idea of facing chaos. I think you are right. I think we need to face it and to live with it for a while to see a better future.

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