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Milão – Parte 3: Uma Páscoa italiana

30 de abril de 2014

O domingo amanheceu ensolarado e com céu azul, perfeito para uma bela Páscoa. Depois do café da manhã especial, fomos assistir a missa na igreja Santa Maria delle Grazie, da qual a Lu e o Peter são vizinhos. Mesmo em italiano, deu para acompanhar bem e entender bastante coisa. Acho a Páscoa uma festa linda, pela esperança que a ressurreição traz. Renascer, recomeçar, vencer o medo. Participar da missa pascal nesta igreja tão magnífica foi especial.

A alma já estava alimentada, então era hora de cuidar do corpo. Vida dura, só que não. 🍷🍝

Almoçamos em Brera, uma região super charmosa de Milão, com muitas lojas e restaurantes com mesa na calçada. As ruas, mais estreitas, lembram Roma (saudade!). É ali que fica a famosa Pinacoteca de Brera, com obras de mestres como Tintoretto, Rubens, Caravaggio, Rafael, Modigliani, Bramante e Mantegna, entre outros. Voltei lá no sábado e fiquei impressionada com tanta beleza. O acervo é bem grande e, por isso, foquei nas obras mais famosas e não me arrependi. Minhas favoritas: o Cristo Morto, de Mantegna (uma perspectiva genial), o Cristo alla Colonna, do Bramante (olhar tão triste que dói), Il Ritrovamento del corpo di San Marco, do Tintoretto (apaixonei e pronto) e Il Bacio, do Hayez (porque o amor é lindo).

Almoçamos no restaurante Il Kaimano (Via Fiori Chiari, 20). Uma boa pasta (espaguete ao pomodoro, meu favorito), um delicioso pinot grigio, tiramisu e boa conversa. Correndo o risco de parecer repetitiva, direi que a vida é muito boa. Os italianos sabem mesmo viver, e não tem como não se contagiar estando em terras italianas.

De lá, uma gostosa caminhada até a Galeria Vittorio Emanuelle (linda e cheia de lojas) e o Duomo, radiante à luz do sol. Milão é uma cidade bem convidativa para caminhadas, o que é sempre o melhor jeito de se conhecer um lugar.

De metrô, fomos até Navigli, que é o bairro boêmio de Milão, cortado por canais construídos entre os séculos XV (com soluções de engenharia dadas por Leonardo da Vinci) e XVIII (quando Napoleão completou o Naviglio Pavese).

Foi a escolha perfeita para aproveitar a tarde de sol, caminhando às margens do canal e parando aqui e acolá para explorar uma loja ou tomar um drink.

No final do dia, fizemos um passeio de barco pelos canais, que estava “estreando” naquele final da semana (a Lu, antenada, descobriu no jornal) como uma maneira de revitalizar a região. Pena que as informações sejam dadas apenas em italiano, porque tenho certeza de que perdi coisas interessantes sobre a região e sobre o trabalho do Da Vinci.

Esfriou bastante no final do dia, então foi uma delícia voltar para a casa quentinha. Queijos, vinho, bate-papo e um filme na TV foram o final (feliz) desta abençoada Páscoa italiana.

No próximo post, conto sobre as maiores atrações turísticas de Milão: o Duomo e o Castelo Sforzesco. Va bene cosi?

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From → Proseando, Viajando

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