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#prontofalei

20 de fevereiro de 2014

Não é segredo para ninguém que eu sou fã das redes sociais, tanto que já declarei publicamente meu amor aqui em outro post. Se quiser dar uma espiada, “tá na mão” aí embaixo.

Caiu na rede, é peixe | 365 páginas em branco
https://365paginasembranco.wordpress.com/2013/02/01/caiu-na-rede-e-peixe/

Como tudo na vida, porém o excesso é um problema. Isso funciona para comer chocolate, beber vinho, trabalhar, fazer exercícios etc. Tem uma linha que, quando cruzada, transforma prazer em problema. A tecnologia hoje nos permite viver conectados, literalmente, 24 horas por dia, sete dias por semana. E é aí que mora o perigo: não conseguimos resistir a dar aquela espiadinha básica na timeline alheia e, claro, também atualizar o nosso próprio feed, com licença, obrigada. Mal fazemos o post, clicamos em atualizar para ver quem já curtiu/comentou o assunto. Como assim? Postei a foto há cinco minutos e nenhum like? Ninguém me ama, ninguém me quer? E se eu não olhar o Facebook e perder um “bochicho” daqueles tipo “bafão”? Isso acontece tanto que já tem até nome — FOMO, a sigla para a expressão “fear of missing out”, em tradução livre, o medo de perder alguma coisa.

Alguém nunca? Eu já me senti assim várias vezes, e entre as tantas reflexões que ando fazendo (ultimamente sou praticamente um espelho, rs), está a necessidade de pegar mais leve com as redes sociais e usá-las para diversão e conexão em vez de ser escrava delas. Não é de se admirar que, assim como existe detox alimentar, existe detox virtual: estabelecer períodos para ficar desconectado de todas as redes. Um dia sem refrigerante, outro sem Facebook, e assim por diante.

Como heavy user que sou, sei bem do que gosto e do que não gosto nesta aldeia global. Cada um faz da sua timeline o que bem quiser, obviamente, e eu respeito isso, mas não resisti e montei minha lista dos “mais mais” e “menos, bem menos”.

Mais mais

1) Atualizações de “próprio punho”
Amo ler os posts dos meus amigos contando como “estão se sentindo” com o novo emprego, a chegada do primeiro filho, o primeiro dia na academia, os encantos da cidade nova, as descobertas de viagem e etc e tal. Humor, poesia, prosa, posicionamentos, vale tudo. Histórias reais, frases verdadeiras, beijo Hemingway. #émuitoamor

2) Olha o passarinho
Cada mergulho, um flash. Fotos de fatos. Registros inspirados ou desfocados da vida que se vive, se prova, se sente. Uma imagem pode mesmo falar mais do que mil palavras. #nofilter

3) Paixões compartilhadas
Acho o máximo quando meus amigos fazem seus experimentos por aí e depois dão dicas de filme, livros, música, vinho, sabão em pó… #ficaadica

4) Rir é o melhor remédio
Piadas, memes, trocadilhos, bichinhos fofos mandando recados. Se é de bom gosto, vejo, rio, curto e até compartilho. #lol

5) Colo virtual
Mensagens de aniversário, elogios para a nova foto de perfil, incentivos quando a coisa está preta. Tão longe, tão perto, o carinho virtual faz um bem real. #beijomeliga

Menos, bem menos

1) Muro das lamentações
Ninguém é feliz o tempo todo, e todo mundo tem direito a seus “momentos mimimi”, quando desabafamos e pedimos colo. Agora, reclamar de tudo, o tempo todo??? Pelamor! Não é possível que não tenha alguma coisa boa para comentar. O estilo “oh céus, oh vida, oh azar” só fica bem em desenho animado, e olhe lá. Reclamar do marido/namorado/peguete pode te dar motivo para reclamar de solidão (não está fácil para ninguém, viu?), reclamar do trabalho pode te dar muito trabalho, reclamar do tempo pode…oh, wait!

Antes que eu me esqueça, postar não influencia o clima, meu povo. Está engraçado de ver quem gosta de calor reclamando de quem gosta do frio, como se os últimos tivessem conjurado a chuva com o poder do post compartilhado. Se alguém tem culpa, deve ser São Pedro. E esperar sol o ano inteiro em Curitiba é o mesmo que esperar que alface tenha sabor de lasanha. Hellooooo, não vai rolar! #afffff #quemsabenonordeste

2) Samba de uma nota só
Você lê um post e tem aquela sensação de déjà vu. Parece disco riscado, sempre o mesmo assunto. Claro que os temas dos post acabam sendo recorrentes porque refletem o que gostamos (eu sou assim com meus livros, filmes, cachorros, vinho etc.), mas daí a falar só de uma coisa tem uma distância grande. Se até o cinza, que é assim, cinza, tem lá seus 50 tons diferentes, porque nós deveríamos ser monocromáticos? #sqn

3) Indiretas imediatas de primeiro grau
A torcida do Flamengo vê o post, e o alvo da cutucada nem tchuns. Às vezes, nem está na rede social. Outras, está, lê é até curte (ou porque não entendeu ou porque entendeu e está achando engraçado). Tem coisa mais paradoxal do que dizer “a indiferença é a melhor resposta” ou algo do gênero? Se tem algo incomodando, chama a pessoa para um café (uma cerveja, groselha, luta de boxe ou duelo) e usa o bom e velho cara a cara, olho no olho. Depila esse timeline peluda e seja feliz!

Ah, post incompleto (aqueles em que você diz como se sente mas não explica o motivo) também é de lascar. Se a coisa é boa, até vai. Ficamos felizes pela pessoa e, no máximo, ficamos tentando adivinhar o motivo (Está pegando alguém? Foi promovido? Perdeu peso?). Agora, quando é algo negativo, complica. Quem gosta de você vai ficar preocupado (Será que está doente? Brigou com a namorada? Quebrou a unha?), quem não gosta vai rolar de rir. Se não dá para contar tudo, talvez seja melhor não contar nada. #parapensar

4) Janela indiscreta
Selfie é bom e todo mundo gosta. Que atire a primeira foto quem nunca fez vários registros de sua beleza rara para o deleite da galera. O problema é quando as poses ficam mais ousadas e a gente mostra mais do que deveria. Sempre achei que a linha que separa sensualidade de vulgaridade é tênue, então é melhor postar com moderação. Ah, e não esquece de cuidar com o cenário da selfie, heim? Calcinha pendurada, armário bagunçado e afins não saem bem na foto. #vergonhalheia

5) Não sabe brincar, não desde para o play
Grosserias, palavrões, preconceito, bulling, intolerância e falta de fair play são “uó” e passíveis de bloqueio. #maisamorporfavor

Por hoje é só, pessoal. Que sigamos curtindo, comentando e compartilhando, seja por aqui, nas redes sociais, seja na mesa de um bar, ou numa casinha de sapé. #prontofalei

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From → Proseando

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