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Ser mãe é padecer no paraíso (participação especial de Anna Seifert)

2 de fevereiro de 2014

Aquela girls night teve uma participação especial. Luis Henrique, o bebê de um mês, filho de uma das amigas, chegou dormindo e assim permaneceu por toda a noite, deixando sua mãe livre para colocar o papo em dia.

Era a primeira vez que eu a via depois da chegada do bebê. Linda e magra (sim, um mês depois de dar à luz, ela está em ótima forma, benzadeus) ela sempre tinha sido, mas tinha algo diferente naquela mulher. Logo percebi o que era: ela tinha aquele olhar de amor que só as mães têm.

Sempre prestei atenção nisso. As mães têm um olhar diferente. Mais brilhante, mais calmo (se conseguem pilotar um bebê, porque ficariam nervosas?) e mais amoroso. É um olhar que só elas têm, porque significa “amo esse pequeno ser mais do que tudo no mundo”. E por mais apaixonados que estejamos por um homem, por exemplo, nenhum sentimento é incondicional como o das mães pelos filhos.

Lá estava ela, linda e loira e um pouco cansada (ser mãe é full time job, afinal), curtindo a noite com as amigas e vivendo seus “outros papéis”. O papel de mãe é o maior e mais importante, mas ainda tem a esposa, amiga, profissional. Sempre me pareceu que equilibrar esses múltiplos chapéus é um dos maiores desafios da maternidade.

Como não sou mãe, não poderia escrever sobre essa experiência com a verdade necessária. Por isso, a linda Anna concordou em dividir aqui seus registros sobre a jornada que vive desde que seu príncipe chegou. Deixo vocês com a história de um amor, o maior amor do mundo.

Essa semana meu bebê completou um mês. E faz também um mês que eu passei a ter outra qualificação: a de mãe. Agora estou começando a entender que significa ser mãe.

É ver o bebê pela primeira vez e saber que aquele ser depende completamente de você e assumir total responsabilidade por isso.

Descobri que o amor não acontece simplesmente. Ele aumenta a cada dia, de forma exponencial, sem nada em troca. Ele não me conhece, não conversa, não me agrada… e eu simplesmente me apaixono mais a cada dia pelo simples fato de vê-lo crescer.

Aprendi que os dias são diferentes. Alguns são bons, outros nem tanto. E nesses, percebi que posso ter a paciência que nunca imaginei que teria.

Entendi que fraldas com cocô são bem vindas. Constatei que é possível confundir quarta-feira com domingo e que o tempo pode passar mais rápido do que se imagina, principalmente quando é necessário dormir. Sim, dormir é necessário.

Contabilizei que consigo dormir entre seis e sete horas por dia, claro que não são horas consecutivas. Apesar do sono e da rotina louca do primeiro mês, estou muito feliz.

Valorizei ainda mais os meus pais, principalmente a minha mãe. Ainda bem que fui uma boa filha e não preciso me arrepender de nada (ou quase nada); mas ainda assim, quase fico constrangida em saber o trabalho que eu dei para eles. E o mais louco é que eles não me cobram nada e eu acho que farei o mesmo.

O Luis Henrique ainda é muito pequeno, eu sei. Muito mais eu tenho para descobrir, aprender e entender, mas acho que estou no caminho e estou me sentindo bem. Também estou orgulhosa do menino que está crescendo e ficando cada dia mais lindo. A pele é tão branquinha e tão gostosa que não consigo parar de beijar. Ele é curioso e com os olhos bem abertos já acompanha os movimentos e quer saber de onde vem o som.

Sim, sou coruja e acho que toda mãe tem que ser!

Anna Seifert

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