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Verão: a gente vê por aqui

1 de fevereiro de 2014

Estou ensaiando escrever este post há dias, mas sabe como é…com o calor senegalês que tem feito, minha preguiça tem atingido níveis alarmantes. Digitar cansa, trabalhar cansa, até dormir cansa. Efeitos colaterais do verão mais quente de todos os tempos do sul da galáxia. Se achar que estou exagerando, dá um pulinho aqui em Curitiba e depois a gente conversa. Ah, e vê se capricha no protetor solar e traga consigo uma garrafinha de água. Não, melhor, traz logo um galão.

Falando sério agora, não lembro de um verão tão quente quanto esse. Temperaturas acima dos 30º, com sensação térmica de todos os graus elevados à nona potência. Para Maceió e Salvador, tudo certo. Para Curitiba, tão conhecida pelo frio e chuva, é bem atípico. Bem que deveríamos ter desconfiado que aquela neve do inverno era sinal de um verão tórrido.

Sabe a história de fritar ovo no asfalto? Foi viabilizada nesta temporada, com louvor. Tão quente que você deixa o chuveiro no frio para tomar banho morno, mesmo tarde da noite. Quente a ponto de uma criatura que não dorme sem coberta nem a pau Juvenal (criatura = eu) dispensar até mesmo o lençol e ainda assim fritar na cama a noite inteira.

O ar condicionado tem trabalhado mais do que cozinheira em dia de banquete. Os ventiladores vendem mais do que pão quentinho. Os leques nunca estiveram tão na moda. O kit básico de sobrevivência inclui água gelada e sorvetes (caso você seja rápido o suficiente para tomar o sorvete antes que derreta, ou seja, em 2 minutos).

Não que eu esteja reclamado, pelamor! Sei que logo, logo, o clima muda de novo e vou sentir falta do calor. Trata-se apenas de registrar um fato notável, assim como fiz com a neve, ora bolas.

Tenho sofrido com o calor, porque sou mais equipada para o frio, fazer o que. However, estou amando muito tudo isso. O verão tem nos dados dias gloriosos e nos permite curtir os prazeres desta época. Dúvida? Olha só os meus motivos (da série pequenas grandes felicidades):

– Olhar o céu azul, todo azul, do azul mais lindo do mundo, ou salpicado de nuvens brancas. Neste caso, brincar de descobrir formatos.

– Abrir as janelas e deixar a brisa entrar.

– Luzes e cores surpreendentes a cada pôr-do-sol. Dourado, rosa, violeta. A paleta de Deus é perfeita.

– Se refrescar com um picolé de frutas, ou de chocolate, ou os dois.

– Tomar um banho fresquinho e usar uma água de cheiro cítrica no corpo todo.

– Bater papo no jardim, com uma bebida bem gelada, sentindo a brisa e vendo o dia virar noite.

– Desfilar por aqui com vestidos frescos e românticos.

– Abrir um espumante rosé e, antes de tomar o primeiro gole, encostar o copo gelado na testa.

– Sentir o cheiro da chuva evaporando rapidamente no chão.

– Sentir saudade de dormir com coberta.

– Comer frutas bem geladinhas, e saladas leves, e se sentir bem alimentada.

– Sonhar todos os sonhos de uma noite de verão, seja dormindo, seja acordado.

– Entender o quanto a vida é perfeita ao nos apresentar seus contrastes para que saibamos valorizar o frio e o calor, a chuva e o sol, o claro e o escuro.

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From → Proseando

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