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Jargões Corporativos

4 de dezembro de 2013

Na semana passada, participei do CBTD (Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento), em Santos. Um baita evento, super bem organizado e com ótimos palestrantes. Fui feliz nas escolhas ( são vários eventos paralelos e você escolhe aqueles que mais te interessam) e ouvi gente boa falando de assuntos atuais com propriedade. O cardápio, variado, teve Felipão (o técnico da seleção brasileira), Artur Tavares (Eletropaulo), Marcelo Cardoso (Grupo Fleury) e os consultores Daniel Castello, Leandro Waldvogel e Eduardo Carmello. Os temas foram de futebol a propósito, storytelling a ambiente de aprendizagem, desenvolvimento de líderes a comunicação. Aprendi coisas, revisitei outras e pensei bastante. Recomendo o congresso e também os palestrantes.

Conversando com as colegas que assistiram a outras palestras, de temas diferentes, concluímos que algumas palavras e expressões se repetiram invariavelmente. Em parte, porque os temas são importantes mesmo, e em parte porque elas fazem parte do jargão corporativo, qualquer que seja a empresa. É meio que um idioma próprio falado por quem trabalha neste ambiente. Não fazemos por mal, é mais forte do que nós.

Quer apostar? Na próxima reunião/evento corporativo que você for, preste atenção e verá que a maior parte destas expressões ( se não todas) serão riscadas da lista rapidamente. Só tome cuidado para não gritar “bingo” quando completar a cartela, porque pode pegar mal. Caneta e papel na mão e vamos lá.

Gestão da mudança: a única coisa certa é a mudança, não tem jeito. E não dá para deixar a gosto de Deus, tem de gerenciar corretamente, senão a vaca vai para o brejo.

Resiliência: com tanta mudança rolando, a pressão é grande. Então, é preciso ser resiliente e segurar a onda. O gato subiu no telhado? Nada de surtar. Vai lá, pega uma escada e ajuda o bichano a descer. Stop the mimimi. Got it?

Propósito: já dizia o gato do país das maravilhas: se não você não sabe onde quer ir, qualquer caminho serve. Se isso vale lá, vale cá também. Precisamos de uma causa para lutar, de um por que que nos mova. Como diria aquele famoso apresentador (amado por uns e odiado por vários), isso vale para o pessoal e para o profissional.

Comunição eficiente: parece simples, todo mundo conhece as regras e truques e técnicas. No entanto, desde que o mundo é mundo, pisamos na bola nesse setor. Aqui com meus botões, acho que esse salto evolutivo ainda está longe.

Talentos: reter, atrair, desenvolver, tudo ao mesmo tempo agora para os talentos da empresa. Ser ou estar talento, eis a questão.

Desempenho: alto, muito alto, altíssimo. É assim que deve ser o desempenho dos times em tempos tão desafiadores. Aumentar receita, reduzir custos, ganhar mercado etc. Líderes coaches são requeridos para colocar a tropa de elite pronta para o combate.

Estratégia: de negócios, de treinamento, de comunicação, de gestão da mudança. O propósito diz por que fazer, a estratégia diz como e onde.

Soluções: não se vende produtos e serviços. Na era da experiência, vende-se soluções para as necessidades dos clientes. Entendeu ou preciso desenhar?

Foco no cliente: chega de falar dos produtos e serviços que temos para vender. É tempo de conhecer o cliente de verdade e, de forma consultiva, atender suas necessidades. Claro, com os produtos e serviços, mas nesta ordem. Funciona, mas dá trabalho.

Experiência: as eras dos commodities, dos produtos e dos serviços já ficaram para traz. Agora, os clientes compram experiências. Clientes compram o “por que você vende”, não ” o que você vende. Se duvida de mim, dá uma espiada no TED do Simon Sinek.

Aprendizado: aprender a lidar com a mudança, com os clientes, com os chefes, as técnicas, os processos. Aprendizado é algo contínuo e deve acontecer de forma integrada aos fluxos de trabalho. Se não fizer sentido, os adultos não aprendem. E pronto.

Valores: como fazemos as coisas, como nos comportamos quando ninguém está olhando. Entregar resultados é importante, mas não a qualquer custo.

Liderança pelo exemplo: se o líder não faz o que fala ( o tal walk the talk), não vai rolar. Nada. Mesmo. Sabe a história de que pessoas se demitem dos chefes? Pura verdade.

Riscos: todo negócio tem os seus, que são vários. É preciso conhecer para mitigar. Sem medo, com consciência.

Engajamento: precisamos engajar os clientes para que comprem nossas soluções, e engajar os colaboradores para que apóiem a execução da estratégia. E essa história rende que é uma beleza.

Desenvolvimento: dos negócios, dos talentos, das estratégias… Quem não desenvolve, está encrencado.

Desafios: depois do exposto acima, não preciso dizer mais nada, certo?

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