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Luz, câmera, ação

1 de dezembro de 2013

Costumo dizer que comecei a trabalhar na área de treinamento por acaso, mas continuei porque me apaixonei. Peguei gosto pela história. Curti. Parece que foi ontem, mas lá se vão 15 anos.

Fiz de tudo um pouco, começando por atividades operacionais, logística, controles. Depois comecei a fazer desenho institucional, gerenciei projetos, coordenei equipes, voltei para os projetos, para o desenho, e hoje tenho um cargo de gestão e consultoria que engloba todas as outras atividades e soma outras (múltiplos chapéus, já ouviu falar?).

Sempre disse que ser treinadora era a única coisa que não gostaria/queria/poderia fazer. Sempre disse que gosto do backstage, de ficar atrás da cortina escrevendo roteiros para outros entregarem.

Com a história dos múltiplos papéis, já fiz algumas “participações especiais”. Palestras, facilitações curtas, co-facilitações. Pequenas porções que me deram a chance de provar o palco um pouquinho. A cada uma delas, pensava, “até que não é tão ruim assim”.

Este ano, caí de pára-quedas em um projeto grande e complexo. Fiz de tudo (desenho, logística, gestão) e lá pelas tantas percebi que o número de treinadores que tínhamos não era suficiente para fechar a conta, e me escalei para entregar algumas turmas. A entrega foi feita em duplas, com duração de dois dias e meio, público crítico e temas polêmicos.

Seis turmas depois, tenho a dizer que adorei a experiência. Muito. Lá atrás eu não poderia ter feito, mas depois dos aprendizados do caminho, veio no momento certo. Facilitar treinamentos é dar a cara a tapa, literalmente. É enfrentar uma sala cheia de opiniões e vivências e desafios, e ter de entregar mensagens que precisam ser entendidas e compradas. É ter de lidar com perguntas difíceis, algumas “pegadinhas”, descrença, reclamações. Jogo de cintura e domínio de conteúdo são vitais para a sobrevivência.

Acima de tudo, estar em sala é troca, construção coletiva, reflexão e aprendizado compartilhado. Sem sombra de dúvida, quem mais aprende é quem está lá na frente para ensinar. Quando você percebe que as mensagens foram entendidas, todo o esforço e cansaço (horas de preparação, horas em pé, pouco sono, refeições apressadas ou mesmo refeições puladas) é recompensado. É aí que reside a maior beleza de se trabalhar com educação corporativa: a possibilidade de gerar aprendizado que vai gerar mudanças e ação.

Sempre admirei meus colegas treinadores, e agora os aplaudo de pé. Professores e mestres, parabéns para vocês.

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