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Brasília, a capital federal

24 de novembro de 2013

Tenho viajado bastante a trabalho e, na semana passada, minhas andanças me levaram a Brasília, a capital federal. Foi amor à primeira vista. Lá o céu parece maior e mais azul. A sensação de amplidão é muito gostosa e o horizonte, infinito.

Para começo de conversa, fui bem acolhida, por novos e antigos amigos. As pessoas sempre fazem a diferença.

A terra é vermelha, o calor é forte, o ar é seco. O povo é uma mistura do Brasil, com destaque para o povo trabalhador que veio do nordeste para construir a cidade projetada por Niemeyer. A estes sotaques se misturam aos idiomas do mundo todo que ali circulam por conta das embaixadas.

O design impressiona. O eixo monumental faz jus ao nome. Do nada, surgem o Congresso, o Palácio da Alvorada, o Museu, a Catedral. A beleza muda sob o sol e a lua. O Memorial JK é imponente, e a ponte JK entrou na lista das minhas favoritas.

As ruas identificadas com números e letras, pelo menos a mim, confundiram. Mas não sou exatamente boa de localização, então deixem para lá. E o trânsito é de lascar, como em toda grande cidade.

O Pontão é um oásis para fugir da agitação. Caminhar à beira do lago, sentindo a brisa, no final da tarde, é um programa perfeito. O lugar tem vários bares e restaurantes, então dá para fechar o dia por ali com um chopinho e boa comida.

Aliás, Brasília é uma cidade saborosa. Suco de cajá e graviola. Bolo de milho e coco. Sorvete de bacuri e cupuaçú. Comida nordestina, francesa, italiana e o que mais você quiser.

No Mercado do Núcleo Bandeirante, com mesas de plástico e atendimento atencioso, comi jabá (carne de sol) cozido no feijão de lamber os beiços. E rapadura de sobremesa. No restaurante Coco Bambu, com vista para o lago, vinho branco gelado, camarão mediterrâneo e cocada mole. No Pontão, chopp e petiscos para esperar o sol se pôr. No Ristorante Limoncello, ambiente lindo, atendimento perfeito (com direito a metre português), couvert divino, comida com toque de limão e o licor que dá nome ao lugar para fechar a sequência de brindes com a amiga querida.

Vou ter de voltar para explorar a cidade, porque todos os pontos turísticos fecham às 18h. Dessa vez, só consegui conhecer, bem rapidinho, a Dom Bosco (a celestial igreja azul) e a catedral (exterior impressionante e anjos pairando sob nossas preces).

Pena saber que tanta beleza é cenário de tanta corrupção e maracutaia, mas isso não é privilégio da capital federal, embora lá a concentração seja maior. Não existem cidades corruptas, existem pessoas corruptas. Tomara que um dia possamos ter um país digno da grandeza de Brasília.

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From → Proseando, Viajando

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