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Mulheres: semelhantes na diferença

27 de outubro de 2013

Cada mulher é única, isso é fato. Somos múltiplas e diferentes, muito diferentes. Por isso mesmo, tão difíceis de decifrar. Mas, assim como em uma matilha de lobas, há entre nós traços comuns, coisas que podem ser observadas na maioria da mulherada, em qualquer lugar do Brasil, do mundo e da galáxia.

Andamos em bando, gostamos da companhia das amigas. Precisamos umas das outras para conversar horas a fio sobre tudo e mais um pouco. Da teoria da relatividade até a última tendência da moda.

Passamos horas no salão de beleza. Algumas gostam mais, outras menos, mas vamos mesmo assim. Corta, arranca, pinta e borda. Afiamos as garras, tratamos da juba. Na maioria das manicures e cabeleireiros residem filósofos que nos ajudam a analisar a vida e decidir a melhor cor de esmalte.

Analisamos tudo. Tudo o que dizemos, tudo o que disseram para nós. Lemos e relemos cada torpedo/email/sinal de fumaça em busca de significados ocultos. Repassamos cada linha e cada detalhe, geralmente com a ajuda das amigas. Fazemos isso muitas vezes. Amiga de verdade aguenta essa mania insana de repetição que temos.

Somos especialistas em cores. Sabemos que salmão não é apenas um tipo de peixe e conseguimos distinguir entre as diferentes tonalidades de…branco!

Quando temos um encontro importante, passamos horas planejando o visual: roupa, sapato, perfume, maquiagem que parece que estamos sem maquiagem. Tudo para parecer casual, tipo “acordei correndo, peguei a primeira roupa que vi, nem tive tempo de me arrumar direito…e ainda assim estou maravilhosa.”

Precisamos de várias camisas brancas, vários jeans desbotados, vários scarpins, vários tipos de rímel preto. O verbo é esse mesmo: precisar, não querer.

Assistimos várias vezes os mesmos filmes, e sempre choramos nas mesmas partes.

Vivemos esperando sinais do universo/Deus/destino. Queremos que algo maior, que tudo sabe e tudo vê, nos ajude a tomar nossas decisões. Algo como “se esse telefone tocar agora, devo aceitar aquele convite. Se chover hoje, devo convidar aquele moço que me tira o sono para um café” e por aí vai…

Temos uma relação sobrenatural com chocolate. No restaurante, jantando com uma amiga e já saboreando a sobremesa (mousse de chocolate, claro!), ela me chamou a atenção para a mesa ao lado, onde outro grupo de amigas tinha a mesma reação de êxtase ao dar as primeiras colheradas no doce. Chocolate não faz perguntas. Chocolate entende.

Adoramos uma produção (salto, decote, make poderoso) e agito, mas precisamos de pausas regadas a sofá, pijama, filme romântico e chocolate.

Somos mulheres em ação, desempenhamos todos os nossos papéis sempre em busca da perfeição. Queremos que o mundo saiba que somos fortes e que não desistimos nunca, mas no fundo, lá no fundo, todas precisamos de um colo no qual possamos descansar das batalhas, despidas das nossas armaduras. Dentro de cada loba pronta para lutar vive uma alma em busca de paz.

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From → Proseando

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