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Paz inquieta

6 de outubro de 2013

Estou em SP, feliz da vida por poder encontrar amigos queridos. Ligo para casa e imediatamente tenho vontade de voltar para lá e encher o Vini de beijos e o Bob e o Marley de afagos.

Começo um livro novo e me encanto com as histórias da Toscana. Quero voltar para aquele lugar, provar aqueles sabores, ver aquelas cores.

Zapeando, encontro um programa sobre Paris. Me perco naquelas ruas charmosas de tal maneira que quase perco a hora do almoço com os amigos.

No Facebook, vejo fotos do entardecer em Londres, e sinto vontade gigante de ver “minha” Saint Paul ao vivo de novo.

Navego pelas minhas fotos e encontro as ruelas alaranjadas, as massas e os vinhos de Roma, e já penso em olhar o preço das passagens.

Estou feliz onde estou agora, amo meu canto, mas sinto uma vontade maluca de estar em todos os lugares que amo ao mesmo tempo. Também quero conhecer outros tantos lugares incríveis que estão lá fora, me esperando.

Estou curtindo fazer nada em casa, e quero viajar pelo mundo. Quando estou viajando, sinto vontade de voltar. É uma espécie de paz inquieta que me acompanha onde quer que eu vá, e que me espera onde ainda não cheguei. Porque ir e voltar, chegar e partir são dois lados da mesma moeda.

Vou finalizar esse post com um trecho do livro “Antonia e suas filhas”, da Marlena de Blasi, que define um pouco essa sensação que me acompanha. Ela é uma americana que casou com um italiano e se mudou para Veneza, depois para a Toscana, depois Úmbria e, neste último livro, volta para Toscana. Uma alma inquieta e viajante ressoa em outra.

“Pertencer a nenhum lugar ou a todos não é o mesmo que ser meio nômade, solta na vida e sem vínculos. As paredes e janelas erguidas em determinado terreno podem ser maravilhosas e amei todas as que tive, mas por que me restringiria a elas? É o lar que fica dentro de mim que eu não consigo abandonar.
– O lar que fica dentro de você? Você quer dizer…?
– A “festa móvel”, a paz que me acompanha nas viagens. Autoconfiança. Eu a construo tijolo a tijolo desde a infância.”

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From → Proseando

2 Comentários
  1. Célia Leão permalink

    Uau!!! O texto é bárbaro, o final é um convite à leitura do livro. E a trilha sonora desta semana então!!!! Uau!!!

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