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Em Paris, com Monet e Napoleão

19 de setembro de 2013

Da primeira vez que fui a Paris, conheci o Louvre e o D’Orsay, ambos maravilhosos. Dessa vez, conheci dois novos museus com propostas bem diferentes.

No Palácio dos Inválidos, estão o Museu das Armas e o Sarcófago de Napoleão. Este prédio imponente, cujo Duomo pode ser visto de vários pontos da cidade, foi construído por determinação do Rei, para servir de abrigo e moradia aos inválidos da guerra, como uma forma da pátria retribuir o esforço dos seus soldados. Até hoje, o local acolhe alguns inválidos e/ou reformados.

O ingresso dá acesso a todo o complexo, que inclui a igreja, o prédio do Duomo, onde está o sarcófago de Napoleão, salas com armaduras e armas e as salas que contam as histórias das duas guerras mundiais. Eu e minha amiga visitamos a igreja (simples e bela), o Duomo e as salas com as histórias das guerras. O cansaço nos venceu e o restante ficou para uma próxima visita. Além do cansaço físico, a exposição sobre as guerras causa um impacto e uma tristeza profundos. O acervo é ótimo e algumas instalações audiovisuais recriam o inferno na terra de forma muito forte.

O sarcófago de Napoleão (um dos tantos generais que lá estão enterrados), que fica exatamente embaixo do Duomo, impressiona pelo tamanho e imponência. O homem era pequeno em estatura, mas escreveu uma grande história.

Depois das cores fortes da guerra, o museu L’Orangerie é um oásis de paz e beleza em pleno Jardim das Tulherias. O museu é bem pequeno e, portanto, uma pedida mais light e fácil de explorar. Na entrada, a escultura “O beijo”, de Rodin, dá as boas-vindas aos visitantes.

Lá dentro, a maior (em todos os sentidos) atracão são os painéis gigantes das ninféias de Monet. Absolutamente breathtaking. Eu amo esse artista e a mágica que fez com seus pincéis e tintas. Seus tons de azul são meus favoritos, então me apaixonei perdidamente pelas obras expostas neste museu. Se você viu “Meia Noite em Paris”, é esse o museu no qual os personagens vão para uma visita privada. Não viu o filme ainda? Corre lá agora, porque a história é ótima e Paris aparece em todo o seu esplendor.

Voltando ao museu, as salas com os Monets são um santuário e ali fotos não são permitidas. Tudo bem, foto nenhuma faria jus à tanta beleza. Admire o quanto quiser e, depois, vá conhecer as outras obras. O museu tem uma respeitável amostra de Renoirs, Cezannes e Picassos. Nada mal, não é?

Antes de ir a esse museu, eu tinha começado a ler “Paris é uma Festa”, e logo no começo Hemingway diz que costumava admirar as obras de alguns pintores, entre eles Cezanne, e que ele estava aprendendo algumas coisas sobre como escrever de forma simples e verdadeira com esse pintor. Quando cheguei ao museu e vi um Renoir ao lado de um Cezanne, entendi o que ele quis dizer! A forma como Cezanne pintava era mais direta, objetiva, menos rebuscada. Olhando quadros pintados pelos dois sobre o mesmo tema (frutas, por exemplo), é como se Cezanne tivesse revisado um texto de Renoir e feito alguns ajustes para transmitir a mesma mensagem com menos palavras, e palavras mais simples. Nada contra Renoir, muito pelo contrário (ele era um gênio), mas gosto mais do estilo de Cezanne.

Que coisa maravilhosa é a arte, que acolhe diferentes pontos de vista e proporciona diferentes impactos aos olhares que a buscam. Que cidade generosa é Paris, com tantas opções para quem gosta de alimentar a alma assim como gosta de alimentar o corpo. Aliás, lá é possível conciliar as duas coisas à perfeição. 😉

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