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Sapatólatras

4 de agosto de 2013

Domingo pede livro, e hoje comecei um novo. Como o dia foi dedicado a brincar com o afilhado, não avancei muito no Under the Duvet, da Marian Keys, mas um dos textos, sobre sua paixão por sapatos, me fez rir sozinha e lembrar de outro livro, bem divertido, que li sobre esse tema. O nome já diz tudo: Sapatólatras Anônimas. Esse é um daqueles meus adorados chick lits que tanto gosto, especialmente divertido porque trata das loucuras que as mulheres são capazes de fazer por um (ou vários) pares de sapato.

Eu nem sou das mais fanáticas, mas devo confessar que tenho cá uma coleção que deixaria uma centopéia com inveja. Não chego a ser uma Imelda, mas já fiz minhas estrepolias, rs.

Lembro quando a sobrinha do meu irmão, lá pelos seus 5 ou 6 anos, adorava vir na minha casa e brincar de desfile com meus sapatos. Os de salto, claro. E ficava toda prosa tentando se equilibrar, se sentindo “mulher”. Um dia alguém ainda vai provar que existe algo no DNA feminino que explique essa fascinação toda. Seremos descendentes longínquas das centopéias? Na evolução, perdemos os pés mas mantivemos sua memória? Não é por acaso que Cinderela é um dos nossos contos de fada favoritos. Que príncipe, que nada, a mulherada pira mesmo é no sapatinho de cristal. 👠

O fato é que esses danados têm uma baita importância na hora da mulherada montar o #lookdo dia. Aliás, tem quem monte o visual a partir dos sapatos. Eu não chego a tanto, mas já troquei de roupa porque não tinha nenhum (perdão, Senhor) sapato que combinasse.

Nos sapatos, sigo o mesmo estilo das roupas e prefiro os mais discretos e básicos, mas às vezes compro alguns pares mais fashion para alegrar o visual. Só não faço muita mistureba porque não seguro a onda. Também passo longe daqueles sapatos tão altos que precisam de um elevador para calçar. Não consigo ficar em cima desses nem por dois minutos. Diga-se de passagem, andar de salto alto é uma arte. Quem sabe, desliza como uma sílfide. Quem não sabe, nos faz pensar que uma manada de elefantes está para invadir a savana. Nunca serei sílfide, por isso me mantenho nos saltos médios para não bancar a elefanta, rs.

Por último, uma constatação: quanto mais experiente eu fico (velha é a vovozinha), mais prezo pelo conforto. Se um sapato é matador/divo/poderoso/mas tortura meu pezinho, não compro mais. Já fiz muito, e hoje esses lindos estão esquecidos no armário. Quero uma vida mais simples, leve, descomplicada, e não consigo ser leve com meus dedinhos massacrados, rs.

Se parei de comprar sapatos? Claro que não. Apenas mudei de alvo, e ando feliz da vida com minhas sapatilhas. A de oncinha é tudo. ❤

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From → Proseando

2 Comentários
  1. Célia permalink

    Adorei! Porque acho que somos todas um pouco primas distantes de Imelda…Por causa de meu acidentezinho, desci dos saltos. Mas devagar começo a subir neles novamente. Primeiro as sapatilhas, depois os anabelas baixinhos, depois eles foram ficando maiores. Agora já estou me aventurando em saltos um pouco mais finos. Conforto é fundamental, mas acho que ainda não perdi a vontade do Christian Louboutin, com as solas vermelhas e um saltão bem alto. Nem que seja prá sair daqui de casa, entrar no carro, descer naquele meu bar favorito, sentar num dos sofás. E sair de lá na hora em que tiver de ser sem descer dos saltos…E sem ter me cansado muito também…rs

    • Subir no salto é fundamental em certos momentos. Para um encontro especial, por exemplo. E Louboutin é um clássico que eu também desejo. Carrie Bradshaw feelings. 👠

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