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Codinome: Magali

30 de julho de 2013

Porque metade de mim é fome. E a outra metade também. 😊

Sempre fui comilona. Está no meu DNA de Magali. Quando criança, era daquelas lombriguentas, que ficava doente se não comesse o que tinha vontade. Fui crescendo e a fome cresceu comigo, rs. Já adulta, uma amiga me definiu completamente quando me disse que eu tinha alma de gorda louca. Esse cara sou eu!

Reza a lenda que como muito, mas a verdade é que como sempre. Vivo a mastigar, beliscando daqui e dali. Não que eu coma grandes quantidades, mas sou consistente na comilança. Mas sejamos justos: eu (quase) nunca como uma caixa inteira de chocolates. Como só os chocolates, porque a caixa não tem sabor agradável, rs. Gula é um dos meus pecados favoritos, mea culpa. 🍷🍝🍧

Por sorte, vivo encontrando gente que também é boa de garfo para compartilhar esse prazer. Quando não estamos comendo, falamos de comida. Às vezes, enquanto almoçamos, falamos do jantar. Nos intervalos, que nunca nos faltem balas, chocolates e afins, amém.

E é justamente aí que eu queria chegar: a comida é, na verdade, um delicioso pretexto para encontrar e estar com as pessoas. Até desenvolvi uma tese na qual afirmo que calorias ingeridas em boa companhia são anuladas. Já viu felicidade engordar?

Quando era criança, ia para roça com meus pais, tios, avós. Quando a roça era longe, alguém ficava encarregado levar o almoço para a tropa. Aí, todo mundo se reunia em volta da panela e se servia em pratos de esmalte branco. Comida simples (virado de feijão, arroz, uma verdura, alguma carne), gente simples, e com certeza algumas das melhores refeições da minha vida foram aquelas, sentada no chão, cercada de pessoas que eu amava e me amavam. Também lembro da maionese da madrinha, da canja de uma avó, do bolinho da outra, das farofas de ovo que minha mãe fazia para o lanche quando os primos e amigos estavam em casa. São sabores ligados a pessoas especiais, que colocavam naquela comida um tempero a mais.

Pessoa abençoada que sou, partilhei refeições memoráveis, recheadas de boas conversas e salpicadas de risadas. Cachorro quente na esquina, espaguete em Roma, churrasco de igreja, hambúrguer no shopping, sugestão do metre em São Paulo, fish and chips em Londres, pastel de feira, sonho caseiro da tia, broa da mãe, galinhada da madrinha da amiga, salada bem temperadinha, pizza no rodízio, sopa no inverno, brigadeiro nas festas de criança, de tudo um pouco no café colonial, e por aí vai. Não importa o cardápio se a companhia for boa.

Espero ainda experimentar muitos novos sabores, e poder voltar aos antigos que tanto bem me fazem. Que nunca faltem sabores, prazeres e amores. Que a mesa seja sempre farta de comida, bebida, saúde e amor.

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From → Proseando

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