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O fim

14 de junho de 2013

Hoje, ao chegar em casa, fiquei sabendo que uma senhora que conhecia da vida toda havia morrido. Aqui na colônia, os velórios são à moda antiga, na casa do falecido, e duram a noite toda. A comunidade toda aparece para dar um abraço na família. Tem reza, tem canto, tem também um café com cuque porque, para quem fica, a vida continua. E sabe como é, voce nao pode ir na casa de um polaco sem encontrar uma mesa farta.As crianças brincam, despreocupadas, sem entender direito o que aconteceu. Para eles, queira Deus, tem muito chão pela frente, muita vida para viver.
Não tem como não ficar triste por quem foi, e não tem como não sentir medo pela gente e por quem a gente ama. Afinal, de certo nesta vida só o fato de que ela acaba. A ampulheta está escorrendo, o ponteiro do relógio corre sem parar. A única coisa que a gente pode fazer mesmo é aproveitar bem esse intervalo entre o começo e o fim.

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From → Proseando

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