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A primeira vez…em Paris

14 de maio de 2013

Fazia tempo que eu andava sonhando em conhecer Paris. Quando assisti “Meia noite em Paris”, do Woody Allen, o sonho virou obsessão e projeto. Resolvi aproveitar um feriado prolongado para conhecer a Cidade Luz, e ainda convenci uma amiga a mudar seu roteiro e dar uma “passadinha” por lá.

Acho o idioma francês lindo e sexy, mas não sei mais do que bom-dia e boa noite (com sorte). Cheguei ao aeroporto e, depois do bonjour, mostrei o endereço do hotel para o taxista, para não correr o risco de ir parar no lugar errado por conta da pronúncia errada, rs.

Cheguei ao hotel muito cansada da viagem e com uma dor de cabeça monstra, então nem olhei ao redor e fui logo tomando um banho e um analgésico. Enquanto esperava a amiga chegar, dormi algumas horinhas salvadoras. Quando ela chegou, o cansaço e a dor tinham passado, e dado lugar à alegria de realizar um sonho ao lado de alguém tão querido. Primeira parada, a vizinha Champs- Élysées. Quase precisei penhorar um rim e um fígado para pagar o hotel, mas a localização compensava a diária salgada.

 http://www.elysees-union.com/

Poucas passos depois, vi o Arco do Triunfo. Uau, eu estava mesmo ali! Aquela rua faz jus à fama, é mega charmosa e toda trabalhada no luxo e sofisticação. Mas calma, nem tudo está perdido, e a H&M de lá tem coisas legais que não vão estourar seu cartão. Se o budget estiver mais folgado, todas as marcas famosas estão lá, sorrindo para você.

Depois de bater perna, a fome bateu. Encontramos mais alguns companheiros (adoráveis) de viagem e tratamos de achar um restaurante para jantar. Filé com fritas, vinho, creme brûlée. Tudo très français. Na volta para o hotel, minha amiga comenta: estamos mesmo pertinho da torre, né? Torre, que torre? Nosso hotel tinha vista para a Torre Eiffel e eu nem tinha notado quando cheguei. Dormi feliz, feliz. 🙂 

No dia seguinte, croissants (originais) no café da manhã e bora começar a explorar a cidade. Ganha um doce quem adivinhar a primeira parada do meu roteiro. Ouvi alguém dizer Louvre? Acertou, claro! Depois me conta qual é seu doce favorito. 😉

Para começar, achei o prédio lindo. E amei as pirâmides, apesar de saber que os franceses não gostam desse “acessório”. O lugar é gigante, merece muitas visitas para ser saboreado como se deve. Mas aquela era uma viagem rápida, e priorizar era preciso.  A meta era ver a Vênus de Milo, a Vitória de Samotrácia, Eros e Psiquê, a Madona das Rochas e, lógico, a obra super hiper mega famosa Monalisa. Na busca por essas obras, tantas outras maravilhas. Fiquei de queixo caído, confirmei que gosto mais de esculturas do que de pinturas e achei a Mona (ficamos praticamente amigas, rs) bem digna. Au revoir, museu.

museu braços abertos

museu mona

 

muse esculturas

 

piramides1

 

piramides2

Notre-Dame era a próxima parada, impressionante com sua arquitetura gótica e suas gárgulas famosas. Ficou para a próxima viagem ver Paris de cima dessa igreja, que dizem ser uma das mais belas vistas da cidade. Caminhando às margens do Siena, encontramos as famosas barraquinhas de livros e outras tantas coisinhas, e a Pont dês Arts, com seus tantos cadeados eternizando amores do mundo todo. Não é à toa Paris é cenário para tantos filmes românticos.

notre dame

 

gargulas

 

banquinhas

ponte cadeados

Vou confessar que estava mais curiosa para conhecer a Sacré Couer do que Notre Dame, e quando cheguei lá, me apaixonei perdidamente. A igreja é linda, mas o melhor de tudo é ver Paris “esparramada” aos seus pés, do alto o dos seus degraus. Não é à toa que o lugar vive cheio de gente. Naquele fim de tarde, havia dois meninos tocando violão e cantando, o que só deixou tudo mais especial. Descendo os degraus, Montmartre com seu carrossel, lojinhas cheias de pequenos tesouros e o melhor crepe de Nutella de todo o universo. Para comer enquanto bate perna, se lambuzando, porque assim é mais gostoso.

 

sacre1

sacre2

 

carrossel

 

eu carrossel

À noite, tinha marcado de encontrar uma amiga francesa que tinha conhecido no Brasil. Ela nos levou para uma caminhada noturna por Paris, que à noite fica ainda mais mágica. Jantamos em restaurante delicioso em frente ao Café de La Pax, cujo nome infelizmente esqueci. A truta, o vinho rosé e a sobremesa francesa sugerida pela amiga nativa estavam perfeitos, e a conversa temperou ainda mais nossa refeição.

No dia seguinte, era tempo de conhecer de perto a elegante senhorita que domina a paisagem de Paris. Andamos poucas quadras e, voilá, lá estava a Torre Eiffel. O tempo não ajudou (estava frio e chuviscando), mas isso não diminuiu a emoção nem a coragem de enfrentar a fila (gigante) para subir na torre e ver Paris lá de cima. Se valeu a pena? Um sim convicto, mas haja paciência. Do alto, fica ainda mais evidente a perfeição e simetria dessa cidade. Ainda quero fazer esse passeio à noite, para ver as luzes da cidade desse “mirante” privilegiado. E também quero jantar no restaurante Julio Verne, por que aquela vista deve deixar qualquer comida ainda mais saborosa.

eu frente torre

eu alto torre

alto torre

Depois desse passeio, e mortos de fome, pegamos o primeiro ônibus que achamos para sair da chuva, e acabamos nos perdendo um pouco. Quando vimos, estávamos na frente do Grand Palais e do Petit Palais. Como disse uma das companheiras de viagem, se perder em Paris está longe de ser um problema. Je suis d’ccord. A chuva deu uma trégua bem a tempo de conseguirmos uma mesa na calçada em um charmoso restaurante, escolhido ao acaso. Boa comida, bom vinho, boa companhia. Depois, na mesma calçada, uma loja de chocolates daqueles de dar água na boca. Joie de vivre define.

comida

 

loja chocolate

Depois do almoço, resolvemos alimentar a alma e fomos ao museu D’Orsay. Confesso que o lugar, instalado em uma antiga estacao de trem, me surpreendeu muito. A coleção é gigante, e eu me senti até tonta com tantos Renoirs, Rembrants, Degas, Matisses, Van Goghs e (cereja do bolo) Monets. Uma grata surpresa, com certeza.

Cansados depois da maratona no museu, saímos em busca de um café daqueles que a gente vê nos filmes, para olhar a vida francesa passar. Ficou para a próxima vez conhecer os famosos “Café de Flore” e “Les Deux Magots”, onde Hemingway e seus amigos costumam se reunir. 

cafe

Já era noite quando voltávamos ao hotel, caminhando (Paris é plana, perfeita para conhecer a pé), encantados com a torre iluminada, quando, de repente, ela começou a cintilar. Paris é mesmo uma festa. 

 

transito ponte

ponte piscando

Sim, eu fiquei em Paris apenas dois dias e meio. Dalí, eu fui para Roma, onde fiquei dois dias perfeitos com três amigas que deixaram a cidade ainda mais alegre. Se foi pouco? Acho que durou o suficiente para me fazer querer voltar. Fui para o aeroporto sem tristeza. Afinal, we’ll always have Paris.

 

 

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From → Proseando, Viajando

One Comment
  1. Ale Surek permalink

    amei o D’Orsay e amei a música… Bjs

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