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Quando em Londres pela terceira vez _Parte 1

3 de maio de 2013

Era minha terceira vez em Londres, e o primeiro dia tinha sido meio atrapalhado, porque minha bagagem não chegou. Com isso, tive de trocar os museus pelas lojas da Oxford Street para comprar um “kit de primeiros socorros”. Vamos combinar, isso está longe de ser um sacrifício, não apenas pelas compras, mas também porque essa rua é uma boa amostra da agitação da cidade, com uma multidão super diversa indo para lá e para cá, com ônibus vermelhos (aqueles de filme!) por todo o lado. Fiz minhas compras, curti estar ali, mas logo o jet lag começou a pegar forte. Mesmo cansada e cheia de sacolas, não aguentei e dei “um pulinho” até a St Paul, um dos meus lugares favoritos. Comprei um café na Starbucks (caramel macchiato, eu te amo), sentei nos degraus da igreja e pensei “I am back!”. Antes de cair no sono ali mesmo, tratei de comprar suprimentos no Marks &Spencer e voltei para hotel. Banho quente, piquenique no quarto e, em seguida, direto para os braços de Morfeu.

foto

 

st paul com onibus

Acordei cedo no domingo, disposta a curtir a cidade, porque a semana seria de muito trabalho. De Canary Wharf, peguei a Jubilee Line rumo à primeira parada: eu tinha um encontro com um “old crush” que, no começo, eu tinha esnobado. Desci na estação de Westminster (mind the gap) e lá estava ele, me esperando. O Big Ben demonstrou sua felicidade em me ver com suas famosas badaladas.  Engraçado como a gente pode se sentir casa em um lugar tão distante e diferente. Passei um tempo caminhando por ali, admirando The Houses of Parliament (onde está o Big Ben) e Westminster, curtindo o friozinho com sol, encontrando novos ângulos para paisagens conhecidas.

big e london e

 

west igreja

eye

 Depois de acalmar a saudade, voltei ao metrô. Próxima parada, National Gallery, que eu namorava faz tempo, mas ainda não tinha conhecido. Esse museu fica na borbulhaste Trafalgar Square, sempre cheia de gente, e com vista para o onipresente relojão lindo que eu amo.

trafalgar

national

 

A entrada, como em quase todos os museus de lá, é gratuita. O prédio em si é deslumbrante, assim como as obras lá expostas, mas fotos são proibidas e, por isso, imagens apenas na minha memória. Fiquei apaixonada pelo lugar e passei boas horas navegando de uma ala para outra, de uma época para outra. Todos os grandes mestres estão lá, em um verdadeiro banquete. Monet, Matisse, Van Gogh, Renoir, Da Vinci, Caravaggio, Raphael, Tintoretto e por aí vai. Às vezes, sentava de frente para alguma obra e aproveitava para observar as pessoas que por ali passavam, com seus mil sotaques e estilos. Lá pelas tantas, a fome bateu e resolvi procurar um lugar para almoçar. Ao passar pela loja (amo lojas de museu!), descobri o National Café, com seu ambiente mega charmoso e boas opções para todos os tipos de fome. Acabei optando por um hambúrguer, uma taça de vinho rosé e, de sobremesa, apple crumble com calda quente de baunilha. Pense em uma pessoa feliz. 🙂

 

http://www.peytonandbyrne.co.uk/the-national-cafe/index.html

burger

crumble

 

Depois de descansar as pernocas e matar a fome, resolvi dar mais uma espiada nos meus favoritos: Van Gogh e Monet e sua Water-Lily Pond. Da próxima vez que eu for a Paris, quero visitar Giverny, lugar que inspirou essa beleza toda. Com a alma dando pulinhos de felicidade, resolvi andar um pouco pelas redondezas antes de fechar o dia com chave de ouro. Logo de cara, me deparei com uma Waterstones, onde fiz a festa e comprei alguns deliciosos chick lits que devorarei em terras brasileiras. Saí da livraria abraçada com minha sacolinha e continuei minhas andanças, até chegar até a Jubilee Bridge, com uma vista linda do Big Ben (sempre ele), do Thames e da London Eye. Amo pontes, e as de Londres mais ainda.

trafalgar fora

 

ponte big

ponte eye

De volta ao tube, fui até a estação de Green Park, onde encontrei uma amiga brasileira que vive lá e que eu não via há muitos anos. Vê-la saindo saltitante da estação, me abraçando e dizendo “hi beauty” não tem preço, mas tem muito valor. Aproveitamos o lindo fim de tarde e fomos caminhando até o palácio de Buckingham, falando de mil coisas ao mesmo tempo, tentando colocar os anos de distância em dia. Eu não tinha ido até esse lugar ainda, e curti bastante a atmosfera real de lá. Puro luxo e sofisticação, rs.

palacio

palacio 2

O assunto estava longe de acabar, e resolvemos ir até Covent Garden para jantar. Esse lugar é mega charmoso, com sua feira de artesanato e muitas opções de pubs e restaurantes.  Depois de bater perna por ali, acabamos esbarrando em um lugar que se declarava o restaurante mais antigo de Londres. Não tivemos dúvida e logo estávamos acomodadas em uma mesa daquele lugar inglês, com decoração tipicamente inglesa e menu idem. Pedimos uma garrafa de vinho rosé (para nossa decepção, era cor de pêssego, não tão rosado quanto gostamos (porque é lindo), mas delicioso nevertheless) e eu comi meu primeiro fish and chips da viagem. Serviço ótimo, comida idem, muita história (depois fui pesquisar e descobri que o lugar já foi frequentado por Charles Dickens e Chaplin, olha só), preço bem justo. Foi uma boa escolha, com certeza. 

http://www.rules.co.uk/

covent

rules

O tempo passou voando e logo era hora de voltar ao hotel, feliz com as aventuras do dia, para descansar um pouco e preparar o espírito para a semana de trabalho que eu teria pela frente, sem tradução simultânea. 

 To be continued.

Para a trilha sonora desse post, escolhi uma das minhas favoritas de Sir Elton John. 🙂

 

 

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From → Proseando, Viajando

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