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La Serenissima Veneza

22 de abril de 2013

Deixei a ensolarada Florença para trás e, de trem, segui, para o próximo destino das férias: Veneza. O grande grupo que tinha percorrido a Toscana tinha se dividido e, nessa etapa da viagem, éramos apenas eu e uma amiga. Duas horas depois, lá estava eu. Tenho de confessar que minha primeira impressão não foi boa. O pensamento “o que estou fazendo aqui?” chegou a me ocorrer.

Calma, calma, vou explicar. Para começar, a água nunca foi o meu hábitat. Áries, elemento fogo, sabe como é. Até aquele dia, eu nunca havia posto os pés em um barco. Só que esse era o único jeito de chegar à cidade, então lá fui eu. Como o barco táxi era muito caro, o jeito foi pegar o barco “busão”, que levou mais de uma hora até nosso “ponto”. Detalhe: chovia e fazia frio. Era fim de viagem, a mala era grande e estava pesada. Tivemos de andar um tanto até chegar ao hotel, camelando com as malas, subindo duas escadas, desviando de hordas de turistas. Ah, sim, eu estava com fome. Entendeu o drama?

Depois dessa odisseia, chegamos ao hotel, que fica do lado da Piazza San Marco, com vista para o canal Orseolo. Bem, as coisas começavam a melhorar. O quarto era minúsculo, mas a localização compensava. 

 http://cavalletto.hotelinvenice.com/

Depois de largar a bagagem no hotel, fomos procurar um restaurante para almoçar. Encontramos um dos tantos lugares aconchegantes, e logo eu estava saboreando massa fresca com molho de peixe e cogumelos igualmente frescos, acompanhada de vinho. Àquela altura, eu já estava achando Veneza mais simpática. 🙂

Devidamente alimentada, e já sem chuva, era hora de começar a explorar a cidade. Uau, que praça era aquela? Na canseira da chegada, nem tinha absorvido toda aquela beleza. De repente, os sinos começaram a tocar. Mágico! A Basílica de San Marco é impressionante por fora e por dentro. Os católicos se emocionam ao ficar de frente ao altar com os restos mortais do apóstolo.  Quem não é, vai se encantar com os detalhes da arquitetura bizantina.

basilica

rosada

Caminhar margeando o mar ou se perder pelas ruelas da cidade são jeitos de explorar esse lugar tão único. Se perder é bem fácil, porque as ruelas parecem um labirinto. Prestar atenção às placas ajuda. A estadia seria curta, então a agenda era bem livre, no estilo deixa a vida me levar. Em uma das ruelas, encontramos a igreja de São Zacarias, onde estão os restos mortais do pai de São João Batista. Você não esta nem aí para isso? Bem, a igreja, muito bela, tem obras de Van Dick e Tintoretto. Uma verdadeira jóia.  

eu

mascaras

gondola

Quando cansar de bater perna, a pedida é fazer uma parada no tradicional Café Florian e curtir a música ao vivo e o vai e vem na praça, onde pombos e turistas convivendo em harmonia. O lugar é mega charmoso, e caro. Seu pedido é servido em bandeja de prata, olha só que mimo, então vale o investimento.

 http://www.caffeflorian.com/

florian

De noite, saímos em busca de outro lugar gostoso para jantar. Nosso caminho passava pela praça, obrigatoriamente. Na ida, notamos alguns pontos com água brotando. Na volta, a praça estava totalmente coberta d’água. O jeito foi enfrentar o caminho com água pela canela, já que eu não estava prevenida para o fenômeno da acqua alta. No outro dia, pela manha, nem sinal da inundação. Meio assustador, mas amazing!

As últimas horas em Veneza foram dedicadas a encontrar a ponte Rialto (linda!) e a explorar o mercado, sobre o qual eu havia lido (e sonhado) no livro Mil Dias em Veneza,  de Marlena de Blasi. Passeando por todas aquelas cores e aromas, fica fácil entender porque ela se apaixonou pela bela Veneza. De lá, ela saiu para viver outros mil dias na Toscana, tadinha, que chato.

 

mercado

sol 

 

 taxi

Como bônus, o sol apareceu, fazendo tudo ficar mais lindo. Àquela altura, eu já havia sido conquistada pelo charme daquela cidade rosa com suas gôndolas e canais. Na hora de ir para o aeroporto (Praga me esperava!), optamos por um táxi para curtir a vista (valeu cada euro). O passeio de gôndola e o drink no Harris Bar eu deixei para uma próxima visita, que eu espero fazer apaixonada, e devidamente acompanhada pelo “objeto” da minha paixão, rs. Veneza é um lugar romântico que dói, e se perder naquelas ruelas com um amor não seria nada mal… 

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From → Proseando, Viajando

2 Comentários
  1. Amei a descrição, fiquei triste porque você não bebeu Bellini no Harry’s Bar. E nem preciso dizer que me arrepiei com a trilha sonora. Êta como eu gosto desse cara!!!!
    Mas tenho certeza que você volta à Veneza. E bem acompanhada: com alguém que a mereça, de fato!!

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