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Londres – Amor à primeira vista

16 de abril de 2013

Março de 2009. Eu estava recém-separada, com a cabeça cheia de dúvidas, e comemorava meu aniversário em um boteco de Curitiba. Entre os amigos que passaram por lá para me abraçar, uma amiga especial, àquela altura morando em Londres, que estava visitando a terrinha. Junto com os votos de felicidades, ela me entregou o convite de casamento, marcado para 4 de julho daquele ano, na igreja de St Bride’s, nas terras da rainha. Ela me disse: “temvários brasileiros se organizando para ir. Vai também!”Aquele convite ficou na minha cabeça, ainda uma vontade, nada concreto. Alguns dias depois, descobri que outra amiga do meu coração estava se organizando para ir no casório. Quando ela disse “bora?”, o desejo virou plano.

Falando francamente, Londres nunca esteve na minha wish list. Achava que se tratava de uma cidade fria e cinza, com excelentes museus e só. Que graça o povo via naquele relógio grandão??? Desculpa, Big Ben, I should have know better. Mas, naquele momento, eu precisava muito me distanciar do que estava acontecendo por aqui para poder decidir o que fazia da vida. Aquele convite de casamento (que foi absolutamente mágico!) foi como um sinal. Na correria que se seguiu (fazer o passaporte, comprar passagens, comprar guias de viagem etc.), o tempo passou voando e, quando vi, já estava embarcando. Junto com a amiga do meu coração, ia também a irmã dela, tão querida quanto. Ela, assim como eu, viajava para o exterior pela primeira vez. Sua irmã, minha amiga, tinha morado lá e seria nossa guia. Andamos tanto para achar o Big Bem que eu já estava achando que o tal era uma lenda urbana, mas isso não vem ao caso. 🙂

Amor à primeira vista é a melhor forma de definir o que senti ao chegar lá. Por mais estranho que pareça, essa caipira que escreve essas mal digitadas linhas se sentiu em casa naquele lugar tão distante. Amei tudo, cada pedacinho. Amei o tube, com sua eficiência e diversidade (mind the gap!). Amei os ônibus vermelhos e os taxis pretos que me faziam sentir em um filme. Ameis os pubs charmosos, perfeitos para “uns bons drinks”. Mais que tudo, amei a sensação de liberdade, e o fato de que ninguém se importar com quem eu era e o que eu estava fazendo (depois de toda a tensão da separação, acreditem, isso foi um bálsamo). Londres me recebeu com céu azul, muito sol e calor. A mala estava preparada para o frio e o fog, então o jeito foi correr para a Oxford Street. Shopaholics devem passar longe de lá, principalmente da Primark. Depois não vai dizer que não avisei, heim?

Como não amar uma cidade com tantos museus maravilhosos? Dá para passar horas admirando os grandes mestres na National Gallery (Monet, eu te amo). Dá para se perder na história de grandes civilizações no British Museam (as frisas do Partenon estão lá, e o prédio em si é um deslumbramento só!). Prefere história natural? É só dar um pulinho no Natural History Museum e ficar cara a cara com o T-Rex. Gosta mesmo é de “tudo junto e misturado”? Fácil, corre para o Victoria and Albert. E se a sua praia é algo mais contemporâneo, a Tate Modern vai te receber de braços abertos, com seus Matisses, Picassos, Mirós e tantos outros.

Como não amar uma cidade com tanta história para contar? Como não se sentir transportada no tempo ao passear pela London Tower? Quem consegue resistir ao prazer de uma caminhada às margens do Tâmisa? O Big Bem é bem mais do que apenas um relógio, e estar ali quando começam as famosas badaladas é muito especial. Como não cair de amores pelo charme de Notting Hill, pela diversidade e energia de Camdem Town, pelos restaurantes deliciosos de Covent Garden? E a London Eye, com sua vista panorâmica, também é paixão certa.

big ben

london eye

 

Sair da St Paul, com seu lindo duomo, atravessar a Millenium Bridge, curtindo a vista deslumbrante dos prédios modernos misturadas com a Tower Bridge, chegar na Tate e se perder por lá é meu roteiro favorito, porque mistura novo e antigo, sagrado e profano, natureza e concreto, em um resumo perfeito da alma diversa dessa cidade.

st paul

 

tate

Um amor tão grande assim não cabe em uma única visita, nem em um único post. Aos poucos, vou contando mais das minhas aventuras nessa terra tão apaixonante. É como disse Samuel Johnson: quem se cansou de Londres, cansou de viver.

A trilha sonora é meio óbvia, mas assim são os apaixonados, não é? 😉

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From → Proseando, Viajando

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