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A estrangeira

27 de março de 2013

Londres, 2009, um workshop “da firma” com colegas de todo o mundo. A pergunta é inevitável: “Where are you from?” Quando respondo, silêncio e ar de incredibilidade (like: really? You look anything but brazilian…). Eu sei que não era bem isso o que se esperava, mas é o que tem para hoje, rs.

Rio de Janeiro, Carnaval 2012. Todo mundo que me aborda na rua fala comigo em inglês. Fiquei #chatiada e confusa. Será que pareço turista?

Siena, Toscana, 2012. Estava falando com o vendedor no meu inglês com sotaque de São José dos Pinhais, quando o cidadão começa a falar em francês. Depois de ver a minha cara de “oi???”, ele pede desculpas porque achou que eu era francesa. Coloquei essa na conta “elogios”, mas até hoje não sei qual era a real intenção do italiano poliglota.

São Paulo, hotel na Faria Lima, uma das tantas viagens a trabalho de 2012. Todo dia, a garçonete me cumprimenta em inglês. No dia em que sou rápida o suficiente para respondê-la (de manhã sou meio devagar) no meu idioma pátrio, ela “estrala” o olho e diz “Você fala português”? Ora bolas, nesse idioma pelo menos eu sou fluente.

Buenos Aires, 2013. Show de tango, com mesas bem próximas umas das outras. Estou falando com a garçonete em inglês, mas foi ela quem começou, juro. De repente, o casal ao lado (brasileiros everywhere): “Excuse me, where are you from?” Respondo Brasil e não consigo deixar de rir alto com a cara de surpresa/decepção deles. Não foi dessa vez que eles conheceram uma gringa de verdade, desculpa aí.

Ainda em Buenos Aires, entro no taxi e não ligo a tecla SAP, mandando um bom-dia em português mesmo. Reconhecendo o idioma, o motorista arrisca: “Você é da Bahia?” Só pode ter sido o meu sotaque.

Quebrei a cabeça pensando no melhor jeito de terminar esse post e acabei optando pelo que (me parece) óbvio: to be continued…

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From → Proseando

6 Comentários
  1. Célia Leão permalink

    Adorei!!!! Quando vc. quiser não ser incomodada faça cara de turista e “mande” um excuse me??. Ou entao responda algo em um idioma que ninguém compreenda – funciona prá caramba!!!hahaha
    Estas são as vantagens de se ter um jeito de Cidadã Premier do Mundo, Zeila querida….

  2. Já pensou então no espanto dos ‘locais’ quando você for prá Polônia?..:))
    Comigo rolam umas dessas também. Uma moça acabou de falar comigo em árabe…e quando viu a minha cara de “oi???” me disse: You look like an Arab! E quase não acreditou quando eu disse que era do Brasil. Esse meu jeitinho ‘arábico’ deve ser resultado da minha herança espanhola/moura..:) Acho….:) Beijocas!

    • Não tinha pensado nisso, Lu! Os pobres terão duas surpresas: saber que eu sou uma polaca “falsa” e, depois, que sou do Brasil. 🙂

  3. Adorei o “cidadã premier do mundo”, Célia. 🙂

  4. Juliana Wisniewski permalink

    Zeila, precisamos marcar essa ida à Polônia mesmo, hein? Comigo isso acontece muito menos porque como eu falo pelos cotovelos, as pessoas nem têm tempo de confundir. Mas a experiência em Londres foi igualzinha. Me disseram que eu não tinha cara de brasileira pois não parecia com o Ronaldinho. Isso vindo de um alemão… Aí não aguentei e dei uma aula pra ele sobre emigração européia que colonizou todo o sul do Brasil. Ele ficou com cara de tacho! Disse que ele deveria conhecer mais a história do país dele, afinal a maior colônia alemã, fora da Alemanhã (obviamente), está no Brasil. E ele: “Never heard about it”.
    Pois é Zeiloca, no final as polacas aqui têm que ensinar história e geografia para esse povo, né? =)
    Beijos!

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