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Shopaholic

12 de março de 2013

Não é segredo para ninguém que eu adoro chick lits, aquele livros “estilo mulherzinha” (vide post abaixo). Esse é o tipo de livro perfeito para relaxar e esquecer dos problemas enquanto mergulho nas aventuras das personagens. Já li muitos (mas muitos mesmo) chick lits na vida. Alguns são bem fraquinhos e na hora em que termino de ler já esqueci até o título, mas há alguns que são tão gostosos que entram para a lista dos favoritos.

https://365paginasembranco.wordpress.com/2013/01/03/a-menina-que-amava-livros/

Shopaholic (em português ficou “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”) é o favorito entre os favoritos.  A autora Shophie Kinsela criou uma personagem mega atrapalhada e consumista, que se mete nas maiores enrascadas por não conseguir controlar seu amor pelas compras. Eu me identifiquei imediatamente, confesso. Estou longe dos extremos da personagem (juro que não congelei um cartão de crédito para emergências, rs), mas também a-do-ro uma sacolinha.

Eu me diverti do começo ao fim do livro, mas meu trecho favorito é quando ela vai as compras em uma loja de cosméticos, com o objetivo único de comprar um batom de cor rosada. Passeando pelos corredores, ela se depara com um kit de cremes “must have” de sua marca favorita. Detalhe: com um batom de brinde! Feliz da vida com o negócio da China (cremes nunca é demais, não é mesmo?), ela saca rápido seu cartão de crédito. Quando chega em casa e desfaz todas as sacolas de compras, ela percebe que acabou o dia com vários frascos de creme (que ela não precisava, rá!) e sem o batom rosado — o batom que veio de brinde era de um tom que nem ficava bem nela, vejam só. Quem nunca?

Bem, eu já. Já fiz muita compra por impulso, já comprei coisa que não precisava só porque estava na promoção (ou pelo brinde), já comprei coisas que não tem nada a ver comigo pensando que talvez fosse bom dar uma variada e por aí vai. Resultado: armário abarrotado e algumas peças com pouco (ou nenhum) uso. Em minha defesa, tenho a dizer que nunca estouro a conta corrente nem o limite do cartão e, de tempos em tempos, faço uma “limpa” no armário e separo peças para passar para frente — dou as roupas que não uso para quem vai fazer bom proveito e ainda libero espaço para novas aquisições. 🙂

Por conta e risco, batizei esse amor pelas compras de “síndrome da sacolinha feliz”, aquela sensação de plenitude que sentimos ao sair de uma loja com o “produto do nosso crime”. Saímos desfilando pelo shopping, sacolas em punho, com aquele sorriso bobo no rosto, alma leve e a fatura do cartão de crédito pesada. E não precisamos de grandes aquisições, volume, marcas caras nem nada disso. Basta comprar um esmalte na farmácia para os efeitos da síndrome se fazerem sentir. Claro que os níveis de satisfação são maiores quando compramos “aquela” bolsa, mas o prazer não está apenas no objeto da compra, mas no ato em si. É o bom e velho “vou me dar um presente porque eu mereço”.

Como tudo na vida, o caminho do meio é o melhor. A gente trabalha duro e merece uns agrados de vez em quando, e um belo scarpin bem que ajuda a matar os leões e cobras que a gente encontra por aí, mas isso é bem diferente do que gastar mais do que ganha para comprar coisas pelas quais não pode pagar. Bom senso é tão importante quando bom gosto. Ser ainda é mais importante do que ter, e se vestir de grife da cabeça aos pés não compensa falhas de caráter.

Ah, e nada de dizer que “precisaaaaaa” comprar a 16ª camisa preta ou uma sandália gladiador com estampa de oncinha e strass. Precisar, a gente não precisa. Querer é o verbo, meninas. Se te faz feliz e cabe no seu orçamento (não vale deixar de comprar ração para o cachorro para comprar o último lançamento do SP Fashion Week, heim?), compre e saia por aí, bem linda, desfilando com suas sacolinhas.

A trilha sonora de hoje vem do filme Moulin Rouge — achei que essa mistura de Marilyn Monroe com Madonna casou direitinho com esse post.

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From → Proseando

One Comment
  1. Ale Surek permalink

    meu “pobrema” são os sapatos! Ainda bem que não sou polvo! hahahaha

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