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Once upon a time

10 de março de 2013

Foi só assistir o primeiro episódio de Once Upon a Time para gostar. Sou fã de séries e vicio “facinho, facinho”. Agora, não vou sossegar até saber como acaba essa história sobre as histórias que a gente conhece a tanto tempo. Obviamente, estou torcendo para o bom e velho “final feliz”, que é o que faz com que a gente goste tanto dos contos de fada. Todas essas histórias têm em comum o fato de que, depois de voltas e reviravoltas, o bem vence o mal, e todos serão felizes para sempre. E é aí que a porca torce o rabo, porque essas histórias acabam onde a vida de verdade começa.

Once upon a time, li uma frase que achei fantástica: “marriage starts after the wedding”. Em tradução livre, o casamento começa depois da festa. Os contos de fada terminam no beijo do amor verdadeiro, ou na festança de casamento, mas ninguém conta o que acontece quando Branca de Neve e o Príncipe Encantado começam sua vida a dois. Será que ele deixa a toalha molhada em cima da cama? Será que ajuda nas tarefas domésticas ou vai passar todo o tempo caçando com os amigos na floresta? E ela? Será que tem TPM crônica? Será que sente falta dos sete anões? Como nunca pensamos nisso, achamos que só precisamos achar o príncipe (depois de beijar um brejo inteiro, rs) que a fada madrinha vai resolver o resto.

Acorda, bela adormecida. Ser feliz dá trabalho, e exige esforço e compreensão dos dois lados. Acho que isso começa por entender que nem um dos dois é puro glamour 24 horas por dia. Tem horas em que o sapatinho de cristal vai ficar no fundo do armário e você vai querer descansar os pezinhos naquela pantufa zero luxo e 100% conforto. E o moço vai deixar o cavalo branco pastando e vai querer passar a tarde de domingo no sofá. Acho que é por isso que as histórias de vampiros e outros seres sobrenaturais fazem tanto sucesso hoje em dia. Em vez de príncipes e princesas perfeitinhos, temos criaturas complicadas que só, lidando com o lado escuro da força e lutando para ser feliz, inclusive no amor (notem que tendem a se apaixonar por seres bem diferentes deles). Engraçado que, se “descontarmos” umas coisas “bobas” como caninos, a vida eterna, a força descomunal, até que eles se parecem um pouquinho com a gente, né não?

A trilha de hoje saiu de um conto de fadas às avessas, que mostra, de um jeito bem divertido, que não é preciso ser príncipe nem princesa para ser feliz, e que tem mais coisa depois do “hapilly ever after” do que sonha nossa vão filosofia.

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From → Proseando

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