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Lost in translation

7 de março de 2013

Sigo firme no meu propósito de preencher minhas páginas em branco com a vida que vou vivendo, mas há dias em que, como hoje, por mais que me sobrem sentimentos, me faltam palavras. Dias em que, como hoje, a contradição da alma é tanta que você fica perdida, sem saber o rumo certo. Se me falta inspiração, os meus livros me socorrem e me mostram que não precisa ser eu para expressar como me sinto.

“Essa tendência de trair, mentir e ser totalmente franca. A se esconder ou se mostrar demais. Esse cuidado em tomar tanto cuidado, para no fim contar sua história, sua verdade nua e crua, a um desconhecido. Essa vontade de fugir, de sair correndo quando alguém dá sinais de que começa a conhecê-la, quando você ainda não se revelou. Essa vertigem de ficar. Essa indomável sede de alguém e de não estar com ninguém. De envolver as carícias em palavras. Essa vontade de mudar sem abrir mão de nada. Essa fome do impossível. Como pensar nessa confusão contraditória? É verdade e é mentira, está certo e está errado, e não há saída. Nada a fazer. Tome um copo d’água.”

Para “harmonizar” essa receita do Héctor Abad, escolhi a música Iris, do Goo Goo Dolls. É o que tem para hoje, pessoal. Vou ali tomar um copo d’água. Ou talvez uma taça de vinho. Ou os dois.

 

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From → Proseando

One Comment
  1. Ale Surek permalink

    acho que amanhã promete… pelo menos, boas risadas!

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