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Como é grande o meu amor por você

6 de março de 2013

Sempre fui apaixonada por crianças, mas não tive filhos. Assim, todo esse amor represado é, literalmente, transbordado no Vinícius, meu sobrinho, afilhado e o polaco mais lindo do mundo (sem corujice, apenas estabelecendo um fato).

Esse menino, com seus 2 anos e 6 meses, transformou para sempre a nossa família. Ninguém é mais o mesmo, somos todos coadjuvantes em função do nosso protagonista. Nosso pequeno é encantador e carinhoso, mas já demonstra forte personalidade, e paciência zero. Não sabemos a quem ele puxou. 🙂

Depois que ele chegou, tudo ficou melhor. Quando ele está por perto, ninguém tem outro assunto ou ação que não seja babar. Eu não sou mais a Zeila, sou a madrinha do Vini, e o mesmo acontece com meus pais, meu irmão e cunhada. Até meus cachorros entram na dança. Aliás, o Marley não é mais meu, porque o Vini, volta e meia, solta um “Marlinho meu”. O Marley, que de bobo não tem nada, demonstra adoração absoluta, porque percebeu quem manda na parada. Já o Bob se reserva o direito de morrer de ciúme e guardar certa distância. Às vezes, porém, até ele sucumbe ao charme do pequeno.

A cada dia que passa, ele cresce mais, interage mais, aprende mais. E nós amamos mais e babamos mais, simples assim.  Não há cansaço ou mau humor que resistam ao sorriso do Vini, e seus abraços e beijos têm poder mágico de deixar a vida mais bonita. Coleciono as pérolas do pequeno no meu coração, para me alegrar quando estou longe dele:

– Em um sábado qualquer, ele interrompeu a minha faxina e disse: “madinha limpá chega. Bincá Vini”. Parei na hora, claro.

– Um dia desses, quando cheguei em casa cansada e reclamando de dor no pé, ele tira meus sapatos e diz “beijinho sara dodói”. Nesse mesmo dia, quando disse que tinha de ir embora, ele jogou meus sapatos na cozinha e bateu a porta, me olhando com um carinha safada, como quem diz “quero ver você ir embora sem sapatos”.

– No último domingo, antes de viajar (de novo!), eu pedi um abraço e disse que ia no “cuco” (esse é o jeito que ele chama avião, e ele sabe que isso significa que vou ficar sumida por uns dias). Ele me deu um abraço bem apertado e disse “madinha voltá cuco ligeiro”. E eu me derreti toda…

Amo esse menino mais que tudo, de um jeito que dói. Volta e meia me pego “negociando” com Deus e pedindo para livrar nosso anjo de todo o mau, sempre. Quando ele nasceu, e eu o vi pela primeira vez, olhei para aquele toquinho de gente e pensei: eu nem te conhecia e já te amava. E vou te amar para sempre.

Escolhi duas trilhas para esse post. A primeira é uma música da Galinha Pintadinha (que está para as crianças assim como os Beatles estão para quem gosta de rock, rs). Essa é uma das nossas favoritas, e volta e meia nós dois desandamos a cantar e dançar no jardim como se não houvesse amanhã (não basta ser madrinha, tem de participar).

A outra é a música do Roberto Carlos que deu nome a esse post, porque só com palavras não sei dizer como é grande o meu amor…

 

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From → Proseando

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