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Sete tons de pecado

27 de fevereiro de 2013

Um dia desses, eu li em algum lugar que costumamos criticar as pessoas que cometem pecados diferentes dos nossos (não lembro exatamente as palavras nem o autor, mas o “espírito” era esse). E olhe que nem precisa ser pecado “de verdade”. Basta o ser gostar de uma música diferente, professar uma religião diferente, torcer por outro time etc. que lá vamos nós jogar pedras nos telhados dos outros, mesmo que o nosso seja de vidro e não tenha seguro. Quando o assunto é pecado, só uma coisa a declarar: minha culpa, minha máxima culpa. Dos sete pecados capitais, consigo “ticar” todos os itens da lista. Senão, vejamos:

 Gula

Nesse, eu sou especialista. Tenho mestrado, doutorado, MBA e sei lá mais o que. Adoro comer, sempre fui comilona. A comida caseira da minha mãe é a favorita, mas sou boa de garfo seja no restaurante chique, seja na barraca de cachorro-quente. Sou daquelas que adora almoçar conversando sobre o cardápio do jantar. Essa Magali sou eu. 🙂

Acho que, no fundo, a comida é uma desculpa deliciosa para nos reunirmos com quem gostamos. Já notaram que a gente está sempre combinando um café, um almoço, um jantar? Celebramos datas importantes como aniversários, casamentos, Natal, Ano Novo e afins em volta da mesa. Cercados daqueles que amamos, entre uma garfada e outra, alimentamos também nossa alma.

Avareza

Eu não sou mão fechada, não. Talvez, aqui, meu pecado seja justamente o contrário, porque às vezes abuso do pobre do cartão de crédito. Por outro lado, talvez pudesse ajudar mais quem tem menos. 

Luxúria

Culpada. Pode me prender. Cadê a algema?

Inveja

Aprendi a gostar de mim e sou bem feliz com a história que estou escrevendo. No entanto, às vezes dou aquela espiadinha na grama do vizinho e sinto inveja, sim. Inveja das mulheres que conseguem ser lindas, inteligentes e queridas ao mesmo tempo (injustiça!!!), inveja de quem vence a preguiça e vai para a academia todo o dia (desaforo!), inveja de quem não é tímida e consegue demonstrar o que sente etc. Não quero mal a ninguém, nem quero a vida de ninguém, mas às vezes tenho síndrome de dondoca e sonho com massagem, ofurô e espumante em pleno dia útil. E nem venham com esse papo de inveja branca. Inveja é inveja e pronto.

Ira

Esse é um dos pecados “clássicos” dos arianos, e eu não fujo à regra. Meu pavio até que é bem grandinho, mas tem coisas que me tiram do sério. Tanto é verdade que escrevi um post sobre as coisas que me tiram do sério (cuidado, ariana à vista). Sorte minha é que minha ira é como fogo de palha, e passa logo.

As coisas que me tiram do sério

Vaidade

Esse é o pecado favorito do meu ego. Se fosse por mim, eu não pecaria, mas esse metido insiste em se achar a última bolacha do pacote, o gás da Coca, a bala que matou John Kennedy e por aí vai. Obviamente, o besta vive levando lições da vida. Vamos ver se uma hora aprende que a última bolacha do pacote, às vezes, está toda quebrada.

Preguiça

Acho que para pagar esse pecado a penitência seria pesada. Tenho preguiça de fazer exercício, preguiça de comer salada, preguiça de balada, preguiça crônica de domingo (também conhecida como síndrome do caramujo no sofá), preguiça de gente chata e do mal, e preguiça de mim quando sinto tanta preguiça. Acho que, em outra vida, foi um bicho preguiça, rs.

Em minha defesa, apenas a Joss Stone: “I’m flash and blood to the bone, I’m not made a stone, got a right to be wrong”…

 

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From → Proseando

One Comment
  1. Laura permalink

    Awesome!!!!

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