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Tudo junto e misturado

23 de fevereiro de 2013

Depois de passar uma semana acompanhando um treinamento em inglês, cheguei em casa dizendo “hi, my little dogs“. Bob & Marley, evoluídos que são, ignoraram a maluquice e seguiram abanando os rabinhos e pulando em mim. Lucky me. 🙂

Conhecer e trabalhar com pessoas de outros países é uma das coisas mais bacanas que meu trabalho me proporciona. Também é um dos motivos pelos quais gosto tanto de viajar. Lembro até hoje do impacto que senti ao chegar a Londres, na minha primeira viagem internacional. Caipira que só, fiquei de queixo caído no metrô (mind the gap!), com tanta gente diferente misturada: asiáticos, ingleses, judeus, um brasileiro batendo boca pelo celular (rs) e, até, um irlandês tocando violino. Fiquei ali, olhando e pensando: agora eu sei o que é diversidade. Acho que Londres é um dos lugares onde essa mistura fica mais evidente, e essa foi uma das razões pelas quais eu caí de amores à primeira vista (outra hora falamos sobre os museus, a Millenium Bridge, Sant Paul, Notting Hill, os pubs e tudo mais).

Voltando ao treinamento, o grupo era bem heterogêneo. Tinha gente de Londres, USA, México, Argentina, Canadá, Alemanha, França, China, Bangladesh e, claro, do Brasil. O idioma oficial era o inglês, temperado por esses tantos sotaques. O meu sotaque de São José dos Pinhais ficou acanhado no começo, mas depois se soltou, porque foi “acolhido” pelos demais. Quando as palavras não eram suficientes, o povo sempre dava um jeito de se fazer entender. Gestos são ainda mais universais que o inglês, não é?  Essa troca de experiências não tem preço, de verdade. Esse é o tipo de bagagem boa de carregar, porque deixa a gente mais leve. Afinal, alma e mente tem espaço de sobra para coisas boas.

Uma coisa interessante de observar em grupos como esse é que, ao mesmo tempo em que as pessoas são tão diferentes (por conta da cultura e dos costumes), todo mundo é gente como a gente. Ou seja, todo mundo tem medo, insegurança, vontade, determinação, sonhos, objetivos, coragem, sede, fome, curiosidade. Somos iguais na nossa diferença, e únicos apesar das similaridades. 

Diversidade, para mim, vai muito além de sexo, cor, idade, nacionalidade. Esses são elementos da equação, mas o que garante o saldo positivo dessa conta é a diversidade de ideias, histórias, conhecimento, personalidade. Afinal, cada uma das mulheres da França ou cada um dos homens do Canadá compartilham muita coisa, mas são únicos. Quando a gente mistura tudo isso, dá um caldo muito bom. Cada um na sua, um complementa o outro, e a soma das diferenças faz toda a diferença. 

A trilha de hoje, como não poderia deixar de ser, é uma mistura deliciosa. Homem e mulher, clássico e contemporâneo. Ela já está fazendo shows em outro plano, mas a arte ajuda a eternizar o que é bom.

 

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