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O feitiço do tempo

19 de fevereiro de 2013

Engraçado como nossa relação com o tempo muda com o passar do…tempo. Quando eu tinha meus 11 ou 12 anos, queria chegar aos 15 logo. Um pouco pela festa, e muito porque queria começar a namorar (essa idade era meio que uma data de validade, rs). Depois dos 15, queria chegar logo aos 18, 21, para ser “adulta”. Dos 20 aos 30, meio que esqueci do tic tac do relógio. Hoje, com quase 40, parece que os ponteiros aceleram a cada dia, impiedosamente.

E não me refiro apenas às rugas ou aos cabelos brancos que teimam em se instalar (os bandidos se multiplicam mais rápido do que coelhos). O pior é a se sensação de que a areia da ampulheta está se esgotando, de que temos menos tempo para achar as respostas e consertar os erros. As dúvidas são irmãs dos cabelos brancos e também não param de crescer: estou no caminho certo? Persevero ou desisto? Mudo ou insisto? Segurança ou frio na barriga? Estou usando o tempo que me resta (seja qual for) do jeito certo?  Acho que a única resposta que eu encontrei é que as perguntas são como os cabelos brancos: só tendem a aumentar. Afinal, as perguntas são o motor que nos mantém em movimento.

Uma coisa que me ajuda a gerenciar a ansiedade é olhar para o presente como o único tempo existente. Se a gente parar para pensar, vai ver que o ontem virou história (o que você aprendeu lá atrás vive na pessoa que você é hoje, e o resto é bagagem que deixa a viagem mais pesada), e o amanhã, se chegar, vai virar hoje. Enquanto não chego ao destino final, tento aproveitar o caminho. Seguindo em frente e, quando for necessário, virando à direita ou à esquerda, seguindo a direção traçada (e ajustada) pela bússola que trazemos de fábrica: nosso coração.

P.S.1: rascunhei esse post ontem à noite, e fui dar uma espiada no Facebook. Uma rápida olhada no feed me trouxe de volta ao texto para acrescentar essa nota de rodapé. Nessa passada de olhos (tic tac), encontrei pelo menos três frases fazendo referências diretas ao “tema” tempo, e vi um vídeo compartilhado por nada menos que cinco amigos. Curiosa que sou, fui conferir e achei que tinha tudo a ver com o “espírito” desse post.

P.S. 2: depois de acrescentar a primeira nota de rodapé ao post, resolvi ver TV e “tropecei” em um filme que eu amo, e que não via faz anos, chamado Laços de Família (Terms of Endearment). O filme é um drama de 1983, e traz um Jack Nicholson brilhante como sempre. Como sempre, chorei de soluçar na cena em que Debra Winger, em fase terminal de um câncer, se despede dos filhos pequenos. A todo o momento, histórias de vida são interrompidas. Então, é melhor fazer cada capítulo/dia valer a pena.

 A trilha é uma daquelas que nasceu antes do post. Tempo, tempo, tempo…

 

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From → Proseando

2 Comentários
  1. Solange Pereira permalink

    Acho que a meia idade tem o dom de nos fazer pensar sobre o tempo… o tempo que nos resta, rs… Estranho isso, né? Volta e meia, em minhas caminhadas solitárias, me vejo pensando sobre o tempo…o que passou, o que está por vir, o tempo que vivo hoje… Procurar ser feliz hoje… Essa é a minha conclusão toda vez que penso sobre “ele”, o tempo… Esses dias atrás, quando estive em Curitiba, publiquei no FB uma foto onde meus filhos aparecem crianças, junto com os primos (hoje todos estão adolescentes) e falei sobre o tempo que passou e minha irmã postou o seguinte comentário:

    “(O tempo) Revela-se nas fotos que se desbotam
    Nas cartas que amarelam
    Nas crianças que crescem
    Nas rugas que aparecem…”

    Verdade…e também nos cabelos brancos, que tentamos esconder…

  2. Afff o tempo…tbm fiz essa contagem pra chegar nos 15 depois pra chegar nos 18 e agora prestes a fazer 30 to ficando tensa…pois sinto que “sou muito velha pra ser jovem e muito jovem pra ser velha” aff é a treva

    Adorei o post!

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