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Música para os meus ouvidos

24 de janeiro de 2013

Aconteceu de novo! Esbarrei em uma música e cá estou eu, obcecada por ela. Como é que pude viver até agora sem “93 Million Miles” do Jason Mraz? Isso acontece sempre de forma inesperada. A melodia chega primeiro, e bastam alguns acordes para eu cair de amores.  Depois, só depois é que vou prestar atenção na letra. É intuição. Eu sinto antes de entender. Bate ou não bate. Acho que é música é como amor: sem química, não funciona. O próximo passo é ouvir a pobre da música centenas de vezes, cantando junto, é claro. Eu sei que minha voz é desafinada, mas minha alma, ah, essa fez aula com Pavarotti.

Sempre achei que a música é uma coisa tão linda, tão boa, tão especial que não pode ser desse mundo. É um presente de Deus para que cada um de nós, ricos mortais, possamos ter uma vida com trilha sonora. Cá entre nós, o que seria dos grandes filmes sem as grandes trilhas? São as músicas que marcam as surpresas, os beijos, as conquistas, as idas e vindas…

Na infância, a música vinha de rádios de pilha, daqueles bem antigos. Se o meu gosto pelos livros vem da avó paterna, o amor pela música deve ser herança do avô materno, que tocava sanfona nos bailinhos de casamento dos polacos da colônia. Foi ele quem tocou na festa de bodas de ouro dos meus avós maternos, no paiol. Queria ter prestado mais atenção nesses momentos, mas criança quer mais é saber de brincar, e agora não dá para voltar a fita. O que se ouvia era música sertaneja (antes da dita cuja ir para a universidade) e gaúcha. Gostava e gosto até hoje, porque faz parte do meu DNA.

Adolescente, fui ampliando os horizontes. Ouvia tudo o que podia, e gostava de tudo. Gostava da mistura. A parte mais “pesada” da história teve Menudo e Dominó, que Deus me perdoe. Depois, no auge da maturidade dos 16 anos, eu vi a luz, e a luz se chamava Bon Jovi (logo descobri que de heavy metal eles só tinham o visual). Gostava de Guns N’ Roses, Skid Row e afins. Um pouco de Metallica também. E Roupa Nova. E Fábio Jr., enfim, de tudo um pouco. Chegavam novidades, como o movimento grunge, e eu embarcava. Sempre aumentando o cardápio, porque acho que música é algo bom demais para limitar a um gênero ou outro. I want it all.

Ainda adolescente, a música tinha a função terapêutica  de curar corações partidos. Nessa época, isso devia acontecer pelo menos uma vez por mês e, contrariando os prognósticos juvenis, não morri desse mal. Até porque amor não mata, amor faz viver. Enfim, voltemos aos corações partidos. Cada vez que isso acontecia, eu ia para a sala, onde ficava o aparelho de som (nessa altura, o rádio de pilha havia sido aposentado), apagava a luz, colocava a música mais romântica que pudesse achar (masoquismo não era fashion, mas sempre existiu) e…chorava! Chorava até cansar. Um choro daqueles que lava a alma. No outro dia, bola para frente. Coração é como a cauda das lagartixas, tem o dom de se regenerar mesmo quando tem um pedaço arrancado. E a música sempre foi um santo remédio, tanto para curtir a fossa como se deve quanto para dar a volta por cima.

Continuo amando a música de todo o meu coração. Ela deixa tudo o melhor, e é democrática de fato. Tem para todos os gostos. A música também tem o poder de abrir o túnel do tempo e reviver emoções. Sabe aquela história de “a música da sua vida”? Fato. 

Vejo trilhas sonoras everywhere, tanto que decidi “musicar” o blog. E sigo cantando junto, para desespero da plateia. Quando a coisa aperta, o ritual do choro também se repete. Alguém já disse que, às vezes, tudo o que a gente precisa é “a good cry”, e eu concordo. A gente chora, desabafa, depois lava o rosto e força na peruca. Até a próxima paixão, a próxima trilha, o próximo choro. Vida cíclica, idas e vindas, tempo que cura, música que canta e encanta.

A trilha podia ser um milhão de músicas. De “Tocando em Frente” até “Não se Reprima”. De “I’ll be there for you” até “Man in the Box”. De “O canto da cidade” até “Emoções”. De “Total Eclipse of the Heart” até “Strangers in the Night”. De “Ai, se eu te pego” até “Gangnam Style”. The “Numb” até “Fado Sagitário”. De “Imagine” até “Satisfaction”. Na dúvida, vou ficar com a paixão mais recente, até que a próxima trilha nos separe.

 

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From → Proseando

2 Comentários
  1. que massa teu blog, Zeila! bem legal! força na peruca e manda brasa! :]

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