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Meu ex-futuro marido (coisas de fã)

20 de janeiro de 2013

Lembro como se fosse hoje do dia em que me apaixonei. Tinha 16 anos e estava no terminal de ônibus com minha madrinha, que tinha comprado para mim a revista teen que eu lia religiosamente, a Carícia. Estava folheando as páginas quando, de repente, me deparei com Jon Bon Jovi.  Eu já tinha ouvido (e gostado) de algumas músicas da banda, mas não tinha noção de que o vocalista era essa Coca-Cola toda. A paixão foi imediata, e, naquele momento, me tornei a milionésima fã número um do moço. 

Reneguei imediatamente as boy bands de que gostava, do tipo Dominó e Menudo (se o seu passado não te condena, pode rir de mim) e passei a professar a fé em Bon Jovi sobre todas as bandas. Adolescente que era, achava que a palavra impossível não existia. Então, acreditava, do fundo do coração, que eu me casar com o Jon. A vida que se virasse com a logística,  porque, sooner or later, eu ia casar com ele. Justiça seja feita, eu também amava a música deles, de verdade. Fiquei #chatiada quando eles se separaram, e mega feliz quando ele cansou de brincar de carreira solo (Blaze of Glory é dessa época) e a banda voltou a gravar.  Também lembro do dia em que ouvi, no rádio, a música da volta, Keep the Faith. Como achava que ia casar com o bonito, precisava entender o que ele cantava, então corria atrás das traduções do jeito que uma época sem acesso à internet permitia: comprando encartes e revistas nas bancas. Aí, ouvia as músicas milhares de vezes, lendo e relendo a tradução para ver se entendia e aprendia a cantar junto. Ele foi um excelente professor de inglês, vejam só, e de longe o mais gato que tive.

Muita água se passou embaixo dessa ponte, muita coisa mudou, eu mudei demais. Mas continuo sendo fã da banda, e achando Jon um gato. Aliás, ele está melhor do que nunca aos 50, suspiros. No entanto, não quero mais casar com ele. Não ia ter paciência para lidar com esse bando de fãs alucinadas, porque sei bem o que se passa por essas cabecinhas, rs. Compro todos os CDs, curto as músicas novas, mas minhas favoritas sempre serão as oldies, porque me lembram de uma época especial da minha vida, cheia de planos, paixões e sonhos. Uma época na qual eu achava que tudo era possível, mesmo casar com um ídolo. Esse sonho eu não realizei mas, em compensação, realizei outros que nem tinha tido a coragem de sonhar. And there is more to come. Because we can. 😉

 
A trilha hoje são duas. Não consigo escolher uma só. Fã, como vocês já perceberam, é um bicho exagerado mesmo.
 
 
 
 
 
 
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